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Operação apura policiais penais suspeitos de facilitar acesso a

MP de MS cumpre mandados contra policiais penais por facilitar entrada de drogas e celulares na penitenciária estadual.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), realiza uma operação contra policiais penais suspeitos de facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais proibidos na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), em Mato Grosso do Sul.

A ação, denominada Colete de Troia, ocorreu em 21 de outubro de 2026, com o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão em diferentes cidades dos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná — incluindo Dourados, Ivinhema e Rio Brilhante (MS) e Paranavaí (PR).

Segundo o MPMS, os policiais investigados utilizavam seus cargos para facilitar a entrada dos produtos ilícitos no presídio. A apuração aponta que os servidores atuavam em conluio com presos e outras pessoas, utilizando inclusive drones para transportar os materiais até a unidade prisional.

A investigação teve início em meados de 2024 e verificou que os itens proibidos eram distribuídos, vendidos ou consumidos pelos detentos na penitenciária. O órgão não informou a quantidade de policiais sob investigação nem se houve prisão até o momento.

Além das medidas contra os policiais, as buscas também foram realizadas na residência de uma advogada, cuja suspeita não foi detalhada pelo Ministério Público. Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) acompanhou as diligências.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar, da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e do Gaeco do Paraná.

O nome da ação, Colete de Troia, faz alusão ao cavalo de Troia da mitologia grega, simbolizando o uso da posição dos policiais para facilitar a entrada do crime organizado no interior da penitenciária.

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