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Homem é morto a tiros pelo vizinho por desentendimento sobre

Aristóteles Onassis Tufaile foi morto por Manoel Paulo Cardoso após reclamação sobre obra em muro; filho da vítima está internado em coma induzido.

Um homem de 47 anos, identificado como Aristóteles Onassis Tufaile, foi morto a tiros pelo vizinho Manoel Paulo Cardoso, de 66 anos, na noite de terça-feira (20), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em razão de uma discordância relacionada a uma obra de reboco em um muro que separava as duas propriedades. Segundo relato de um amigo da vítima, o muro estava praticamente concluído, faltando apenas um pequeno trecho para o término da obra.

De acordo com a família de Aristóteles, ele e seu filho, de 23 anos, estavam consertando a calha da residência quando o vizinho reclamou que pedras que caíram da obra haviam atingido sua propriedade, causando dano a uma telha. Em meio ao conflito, o suspeito Manoel teria afirmado que "mostraria como um homem resolve isso" e retornou armado. Aristóteles foi atingido por um disparo na cabeça e faleceu, enquanto o filho foi atingido em diferentes partes do corpo e permanece em coma induzido, internado na Santa Casa.

O muro que separa as residências está quase finalizado, conforme conferido pela equipe do G1 na manhã seguinte ao crime, na Vila São Jorge da Lagoa. A casa da vítima é de dois andares, e a do suspeito é uma residência comum no mesmo local.

A Polícia Militar informou que Manoel Paulo Cardoso confessou ter efetuado os disparos, alegando ter sido ofendido e atingido por pedras e pedaços de madeira, o que teria motivado o uso da arma por medo à própria segurança. Após o crime, o suspeito tentou fugir de carro, mas sofreu um acidente na Rua Marechal Floriano e foi preso pela polícia.

A defesa de Manoel Paulo Cardoso, conduzida pelos advogados Dr. Wilson Paes Neto e Dr. Luiggi Ramos da Costa, comunicou que os conflitos entre os vizinhos se estendiam há meses e que as circunstâncias do incidente ainda precisam ser esclarecidas. Eles também destacaram divergências nas informações divulgadas e afirmaram que o suspeito exercerá seu direito ao silêncio e apresentará sua versão dos fatos ao Poder Judiciário no momento oportuno.

Um amigo da vítima, bastante emocionado, ressaltou que Aristóteles era uma pessoa tranquila e que não gostava de conflitos, demonstrando perplexidade diante do crime. A viúva de Aristóteles negou a existência de brigas anteriores e afirmou que a relação entre as famílias era boa.

A Polícia Civil segue investigando o ocorrido para esclarecer todos os detalhes do caso.

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