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Quase mil incêndios em imóveis no Maranhão em 2026

Em 972 casos, falhas elétricas e falta de manutenção foram apontadas como causas em residências e comércios no Maranhão.

Entre janeiro e outubro de 2026, o Maranhão registrou 972 incêndios em residências e estabelecimentos comerciais, conforme dados do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA). Os principais fatores associados às ocorrências incluem falhas nas instalações elétricas, sobrecarga de equipamentos e falta de manutenção adequada.

O número mostra aumento em comparação a 2025, quando foram contabilizados 732 incêndios residenciais e comerciais entre janeiro e novembro, segundo a mesma corporação. Um estudo da Diretoria de Atividades Técnicas (DAT) do CBMMA indica que a maioria dos incêndios está relacionada a fenômenos elétricos, como sobrecarga e incompatibilidade das instalações com os aparelhos utilizados.

Casos recentes e recomendações

Um exemplo recente ocorreu no início de outubro de 2026, quando a casa do agente de portaria Daniel Santos foi interditada após um incêndio que teve início em um ventilador no quarto dos filhos dele. O fogo destruiu grande parte do cômodo e comprometeu a estrutura do imóvel, que permanece interditado enquanto aguarda laudo técnico para avaliação e possível reconstrução.

Daniel afirmou que, apesar dos danos, conseguiu abrigo temporário em uma residência próxima ao seu local de trabalho.

O Corpo de Bombeiros orienta que, ao notar sinais de problemas elétricos, como disjuntores desarmando repetidamente, tomadas aquecidas ou curtos-circuitos, os moradores devem interromper o uso da instalação afetada e chamar um eletricista qualificado para avaliação e reparo.

Fiscalização de materiais elétricos

Outra preocupação é a comercialização de fios elétricos irregulares, que elevam os riscos de incêndios. Em 2026, o Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão (INMEQ-MA) identificou produtos sem certificação de 14 marcas diferentes em lojas de material de construção e condomínios da capital.

O INMEQ-MA atua na fiscalização para impedir a venda desses materiais, evitando a propagação de produtos que possam colocar a segurança dos consumidores em risco. O diretor técnico do instituto, Zois Gantzias, afirmou que a ação principal é coibir a comercialização desses itens.

Recomenda-se que consumidores verifiquem a certificação dos materiais elétricos e contratem profissionais qualificados para fazer instalações e reparos, aumentando a segurança nas residências e estabelecimentos.

Tags: Corpo de BombeirosINMEQ-MAIncêndios residenciaisMaranhãoSegurança elétrica

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