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Polícia investiga três jovens por apologia ao nazismo no Maranhão

Jovens foram identificados com camisas nazistas e serão ouvidos após apagarem perfis nas redes sociais.

1 de 1 Polícia Civil prendeu três homens suspeitos de tráficos de drogas durante uma operação em São Miguel Arcanjo (SP)
1 de 1 Polícia Civil prendeu três homens suspeitos de tráficos de drogas durante uma operação em São Miguel Arcanjo (SP) — Foto: Polícia Militar/Divulgação

A Polícia Civil do Maranhão investiga três jovens suspeitos de apologia ao nazismo durante um ato político realizado no dia 24 de outubro em Grajaú, a aproximadamente 580 km de São Luís.

Os investigados, maiores de idade e identificados como filhos de empresários locais, publicaram fotos nas redes sociais exibindo camisas com imagens de Adolf Hitler e frases como “Deus, Pátria e Família” e “Long Live Fascism” ("Vida longa ao fascismo"). Após a repercussão, eles apagaram seus perfis no Instagram.

Segundo o delegado Assis Ramos, da Delegacia de Grajaú, os jovens serão ouvidos na delegacia para esclarecer as motivações e circunstâncias das publicações. Eles são investigados por crime de apologia ao fascismo, previsto na legislação brasileira com pena de reclusão.

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Ação policial e encaminhamentos

Durante o ato, foi registrada a presença de uma viatura da Polícia Militar, que auxiliava na organização do trânsito. A SSP-MA informou que não há, até o momento, indícios de prevaricação por parte dos policiais presentes.

O 37º Batalhão da Polícia Militar elaborou um boletim informativo que foi encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) e à Polícia Federal para avaliação de possíveis crimes eleitorais ou outras infrações penais decorrentes do episódio.

Contexto legal

A apologia ao nazismo e a propagação de símbolos nazistas configuram crime conforme a Lei 7.716/1989, que prevê punições severas para atos de racismo, considerados inafiançáveis e imprescritíveis pela Constituição Federal.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão reforça que denúncias relacionadas a casos similares podem ser feitas via telefone 190 ou diretamente às equipes policiais.

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