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Exame de DNA conecta homem preso por estupro recente a crime ocorrido há 7 anos no Maranhão

Material genético de José Leandro Gonçalves Silva, preso em 2026, corresponde a vestígios do estupro de 2019 em Vitorino Freire, aponta laudo forense.

Um exame de DNA realizado pelo Instituto de Genética Forense do Maranhão (IGF/MA) relacionou José Leandro Gonçalves Silva, atualmente preso por suspeita de estupro, a um crime ocorrido há sete anos em Vitorino Freire, no Maranhão. O laudo, emitido em 9 de outubro de 2026, constatou compatibilidade entre o material genético dele e vestígios recolhidos no crime original.

Em agosto de 2019, uma mulher foi vítima de estupro por um homem que invadiu sua residência em Vitorino Freire. Na ocasião, amostras biológicas da vítima foram coletadas no hospital, além de materiais encontrados na cena do crime — como a roupa íntima da vítima e a cama onde o abuso ocorreu — sendo todos encaminhados para perícia.

O perfil genético extraído desses vestígios foi incluído no Banco Estadual de Perfis Genéticos em 2020 e posteriormente compartilhado com o banco nacional. Porém, a identificação do suspeito só foi possível em 2026, após a prisão de José Leandro por outro estupro, ocorrido em Vargem Grande, e a inclusão de seu DNA no sistema.

De acordo com o delegado Rildo Portela, responsável pela investigação, a evidência genética foi classificada como extremamente forte. O banco estadual, integrado ao Banco Nacional de Perfis Genéticos, permite relacionar amostras de diferentes casos, possibilitando identificar suspeitos anos após os crimes.

José Leandro Gonçalves Silva possui histórico de prisões no Maranhão e também é investigado por envolvimento em assaltos em outras cidades do estado. Atualmente, ele permanece detido e à disposição da Justiça.

O laudo do exame de DNA foi encaminhado à Delegacia de Vitorino Freire para dar continuidade à apuração do caso. As autoridades destacam que a compatibilidade do material genético será analisada em conjunto com outras provas para definir a autoria do crime de 2019.

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