Trump terá Congresso opositor após eleição com vitória dos democratas
Vitória dos democratas em Senado e Câmara cria cenário de impasse com Trump, que exibe reforma da Casa Branca.
Democratas asseguraram uma vitória significativa nas eleições de meio de mandato de 2026, conquistando a maioria em ambas as câmaras do Congresso dos Estados Unidos, com a intenção clara de limitar as ações do presidente Donald Trump.
Os democratas obtiveram pelo menos 54 dos 100 assentos no Senado, revertendo assentos em estados tradicionalmente republicanos, e conquistaram mais de 30 cadeiras na Câmara dos Deputados. Essa configuração marca a primeira vez que Trump, presidente republicano reeleito em 2024 para um segundo mandato, terá que governar com o Congresso sob controle opositor.
Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara e próximo de se tornar o primeiro presidente negro da Casa, afirmou que o partido não atua em prol de Trump, mas dos cidadãos americanos. Ele declarou que o tempo em que a Câmara funcionava como uma extensão do governo Trump chegou ao fim.
Em sua primeira aparição pública após as eleições, Trump fez questão de mostrar a reforma que realiza no salão de baile da Casa Branca, justificando a obra como um esforço para manter o símbolo nacional em perfeitas condições, descrevendo a tarefa como relaxante para si mesmo.
Trump abordou brevemente o resultado das eleições, afirmando que espera manter uma relação razoável com os democratas, desde que eles não adotem uma postura destrutiva, ressaltando que possui o poder de veto.
As eleições foram marcadas por uma mudança significativa em redutos conservadores, especialmente motivada pelo descontentamento com a guerra dos EUA contra o Irã, o alto custo de vida e a administração de Trump. No Texas, os democratas conquistaram pela primeira vez em décadas uma cadeira no Senado e a governadoria, enquanto no Kansas e Carolina do Sul ganhos também foram registrados em regiões tradicionalmente republicanas.
Essa vitória amplia o poder legislativo democrata e sinaliza um provável período de impasse político nos próximos dois anos, em que Trump terá que negociar com um Congresso controlado pela oposição.
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