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Eleitores americanos rejeitam Trump e ampliam maioria democrata em 2026

The New York Times destaca que milhões de americanos deram um recado claro contra Donald Trump nas eleições de midterms.

Eleições nos EUA: como apoio a Israel e guerra em Gaza afetam disputa ao Senado.
Eleições nos EUA: como apoio a Israel e guerra em Gaza afetam disputa ao Senado. — Foto: Anadolu/Getty Images via BBC

Após as eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos em 2026, o jornal The New York Times afirmou que milhões de americanos se levantaram contra o presidente Donald Trump e seu partido, o Republicano.

O editorial do veículo classificou o resultado das urnas como uma clara rejeição às tentativas de interferência no processo eleitoral feitas por Trump e seus aliados. Segundo o texto, os eleitores expressaram resistência às iniciativas que buscavam manipular as regras eleitorais para favorecer os republicanos, como mudanças nos distritos eleitorais, alegações infundadas de fraude e restrições ao voto pelo correio.

A publicação destaca que o partido Republicano sofreu perdas expressivas, mesmo em estados tradicionalmente conservadores, como Kansas, Kentucky, Iowa, Ohio, Carolina do Sul e Texas. Esse fenômeno teria superado a polarização política dos EUA, revelando desaprovação inclusive de eleitores independentes e republicanos ao segundo mandato de Trump, avaliado como fracassado.

Leia também: Trump diz que republicanos teriam vencido eleições com ele nas urnas

Com o avanço dos Democratas, o novo Congresso terá maior capacidade para investigar casos de corrupção e apresentar propostas contrárias à agenda do presidente. Apesar disso, o jornal enfatiza que tanto republicanos quanto democratas ainda não ofereceram soluções efetivas para problemas estruturais do país.

Defesa das instituições democráticas

O editorial também enaltece o papel vital desempenhado por funcionários eleitorais, advogados e juízes na proteção do processo democrático. Esses grupos mantiveram a organização das eleições apesar da pressão governamental e das acusações reiteradas e infundadas de fraude.

Muitas autoridades estaduais, inclusive republicanas, recusaram pedidos do governo federal para fornecer dados pessoais dos eleitores, garantindo a autonomia local. Exemplos destacados incluem a vice-governadora republicana de Utah, Deidre Henderson, a secretária de Estado democrata de Michigan, Jocelyn Benson, e o secretário de Estado republicano da Virgínia Ocidental, Kris Warner, que venceram disputas judiciais contra o governo Trump.

Organizações como o Brennan Center, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), a Liga das Mulheres Eleitoras e outros, ao lado de procuradores-gerais democratas, atuaram judicialmente para barrar medidas abusivas do governo.

Suprema Corte sob avaliação

O New York Times apresentou uma análise equilibrada da Suprema Corte dos EUA. O jornal criticou decisões que permitiram mudanças eleitorais controversas para favorecer republicanos e iniciativas que criariam registros nacionais de eleitores. Contudo, elogiou a Corte por proteger o direito ao voto, especialmente por manter decisões que impediram restrições ao voto por correio nas eleições de 2026.

A Corte se mostrou firme ao recusar a examinar processos baseados em alegações infundadas de fraude nas eleições anteriores, mas o jornal advertiu que o tribunal poderá ser convocado novamente a agir diante de novas tentativas de enfraquecer a ordem constitucional.

O editorial conclui celebrando a participação cidadã, destacando que o conjunto de eleitores, servidores públicos e instituições jurídicas desempenhou um papel importante para garantir a integridade do processo eleitoral dos EUA em 2026.

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