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Suprema Corte dos EUA nega pedido de Trump na Califórnia

Suprema Corte rejeitou tentativa do governo Trump de invalidar votos de 20 mil eleitores na Califórnia.

 ·  Atualizado em 03/11/2026 às 16h12
Suprema Corte dos EUA nega pedido de Trump na Califórnia
Foto: Reprodução/InfoMoney

Atualização (03/11/2026 às 16h12): ICE ameaça rastrear imigrantes por voto ilegal no dia das eleições nos EUA

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, em decisão sem explicações, o pedido do governo de Donald Trump para invalidar cerca de 20 mil cédulas de eleitores na Califórnia. O governo alegava que esses eleitores seriam estrangeiros indevidamente inscritos nas listas eleitorais do estado.

Na disputa judicial, cortes inferiores haviam decidido contra a administração federal, entendendo que não havia base legal para que o governo pressionasse a Califórnia a anular essas cédulas. O governo federal recorreu ao Supremo, que negou o recurso na segunda-feira (2) pouco antes da eleição de meio de mandato que acontece nesta terça (3).

Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes contestam a veracidade das listas apresentadas pelo governo e afirmam que a tentativa de anulação visa privar eleitores legais do direito ao voto. A Suprema Corte não apresentou votos dissidentes ou justificativa detalhada para negar o pedido.

Leia também: Eleições EUA 2026 mobilizam democratas e republicanos

Esta decisão ocorre em meio a outras ações judiciais propostas pelo Departamento de Justiça (DOJ) nas semanas que antecedem as eleições, como um processo no Alasca para impedir a certificação de um candidato que compartilhava nome com o atual senador do estado, também sem sucesso.

Autoridades eleitorais enfatizam que as cédulas já recebidas, muitas por correspondência, não podem ser segregadas nem anuladas após o processamento. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, do Partido Democrata, afirmou que a decisão do Supremo "reforça o funcionamento dos poderes independentes do governo" e criticou as ações do governo federal como ataques "repugnantes e perigosos à democracia americana".

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