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Eleições EUA 2026 mobilizam democratas e republicanos

Com Trump em baixa, Democratas apostam em retomada do Congresso, e Republicanos buscam manter poder nas urnas de terça (3).

Democratas e republicanos finalizam a campanha eleitoral antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (3). Essas eleições podem provocar mudanças significativas no controle do Congresso americano.

O presidente Donald Trump marcou para esta segunda-feira um discurso no espelho d'água do Memorial Lincoln, um dos símbolos restaurados por seu empenho em obras na capital Washington.

Embora os democratas estejam cautelosamente otimistas com a possibilidade de ganhar o controle do Congresso, os republicanos, liderados por Trump, intensificam os esforços para mobilizar sua base eleitoral e evitar derrotas.

Leia também: Mais de 53 milhões votam antecipado nos EUA em 2026

Disputa pelo Congresso

Os americanos devem eleger a totalidade dos membros da Câmara dos Representantes (435 cadeiras) e um terço do Senado (35 dos 100 assentos). Também serão escolhidos 36 governadores estaduais.

Segundo a projeção mais recente da Decision Desk HQ, empresa de análises eleitorais, os democratas podem conquistar a maioria no Senado com 52 assentos contra 48 dos republicanos e alcançar vantagem confortável na Câmara, com cerca de 241 cadeiras contra 194.

Em caso de vitória dupla, os democratas planejam abrir investigações contra Trump, seu governo e família, além de tentar obstruir nomeações presidenciais e o financiamento da guerra no Irã.

A ala socialista do Partido Democrata espera eleger representantes para debater temas como o futuro da polícia migratória (ICE).

Desafios republicanos e cenário polarizado

Os republicanos buscam manter pelo menos o controle de uma das Casas do Congresso, para negociar com os democratas sobre o orçamento federal.

A votação antecipada já alcançou recorde histórico, com mais de 53 milhões de eleitores realizando seus votos. Para tomar o Senado, os democratas precisam virar quatro cadeiras, e pesquisas indicam vantagem apertada em estados tradicionalmente conservadores, como Texas, Carolina do Norte e Kansas.

Atualmente, sete em cada dez americanos avaliam negativamente Donald Trump, especialmente em relação à inflação e à guerra no Irã, sendo os eleitores independentes o grupo decisivo no pleito.

Entre os eleitores, 10% permanecem indecisos, o maior índice em quase uma década, o que pode influenciar o resultado final.

Impactos e financiamento das campanhas

Uma derrota significativa para Trump poderia marcar o início do fim de sua presidência, após já ter enfrentado duas tentativas de impeachment.

Em resposta, Trump declarou que vai usar seu poder de veto para impedir as iniciativas legislativas da oposição.

As eleições deste ano registraram gastos de quase US$ 11 bilhões (R$ 54,6 bilhões na cotação de hoje) em publicidade eleitoral, majoritariamente de doadores individuais.

O bilionário Elon Musk, aliado de Trump e líder do departamento DOGE, criado para reduzir o tamanho do governo federal, contribuiu com quase US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões na cotação de hoje) para campanhas republicanas.

Já o bilionário George Soros, conhecido por apoiar políticos de esquerda, também investe em candidatos para postos regionais e municipais.

Controvérsia no Alasca

No Alasca, uma disputa eleitoral complicada por conta de dois candidatos com o mesmo nome provocou uma investigação interna e uma tentativa do governo Trump para impugnar o resultado.

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