Primeira mulher indígena é eleita senadora nos EUA, afirma vitória democrata
Jocelyn Benson assume governo do Michigan e Peggy Flanagan será a 1ª mulher indígena no Senado americano.
Nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, os democratas mantiveram controle sobre o estratégico Estado do Michigan e alcançaram uma vitória histórica no Senado. Jocelyn Benson, atual secretária de Estado e integrante do Partido Democrata, foi eleita governadora de Michigan, derrotando o republicano John James, segundo projeção da Associated Press. Com isso, o comando do Estado, considerado pendular, continua nas mãos dos democratas.
Benson sucede Gretchen Whitmer, que não pôde se candidatar novamente por limites de mandato, e ganhou reconhecimento nacional por sua atuação na supervisão das eleições de 2020 e 2024, principalmente por defender a apuração dos votos quando os resultados foram contestados por Donald Trump e seus aliados após a derrota dele para Joe Biden.
Além disso, o democrata Garlin Gilchrist venceu a disputa para secretário de Estado em Michigan, também representando o partido.
Primeira mulher indígena no Senado dos EUA
Em Minnesota, a democrata Peggy Flanagan conquistou a cadeira no Senado federal ao vencer a republicana Michele Tafoya. Flanagan, atualmente vice-governadora e aliada do senador Bernie Sanders, integra o povo indígena Ojibwe. Ela substituirá a senadora Tina Smith, que optou por não disputar a reeleição.
Com essa vitória, Peggy Flanagan se tornou a primeira mulher indígena eleita para o Senado dos Estados Unidos, um marco simbólico para diversidade e representação no Congresso americano.
Em seu discurso, Flanagan destacou a necessidade de “novas vozes” no partido e enfatizou que os grupos poderosos precisam ser ouvidos, refletindo a crescente influência da ala progressista dos democratas ao longo deste ano.
Outros resultados relevantes nas eleições
Na Califórnia, Richard Pan, médico e ex-senador estadual filiado ao Partido Democrata, venceu a eleição para a Câmara dos Representantes no 6º distrito ao bater o republicano Kevin Kiley. Pan esteve no centro de debates ao patrocinar legislação que eliminou exceções filosóficas e religiosas para vacinação escolar, tornando-se alvo do movimento antivacina.
Kiley era republicano, mas deixou o partido após a aprovação de novos limites distritais no estado, que favoreceram os democratas.
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