Meta descarta interferência política em falhas relacionadas à campanha de Lula e atribui problemas a erros técnicos
Meta afirma que falhas apontadas por campanha de Lula foram causadas por erros operacionais e nega viés político nos sistemas durante eleições.
A Meta divulgou nesta sexta-feira (16) uma nota oficial na qual nega qualquer interferência na distribuição de conteúdo político durante a campanha eleitoral de 2026. A empresa afirmou que os incidentes apontados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram decorrentes de falhas técnicas e operacionais, sem qualquer direcionamento político.
Segundo a Meta, seus sistemas não segmentam ou distribuem conteúdo com base em ideologias e que a empresa não apoia nenhum candidato ou partido em eleições. A nota da empresa ocorre após a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que exigiu que a Meta não interferisse na distribuição de conteúdo político relacionado a Lula e Flávio Bolsonaro (PL) até o fim do segundo turno.
A companhia reconheceu que a conta de anúncios da campanha petista foi desativada por engano em 23 de setembro por aproximadamente uma hora, devido a um anúncio ter sido incorretamente identificado como possível tentativa de fraude envolvendo programas sociais do governo.
Além disso, a Meta explicou que um incidente técnico ocorrido em 7 de outubro afetou a contagem de visualizações de Reels em mais de 100 países, incluindo relatos similares da campanha de Flávio Bolsonaro.
Em resposta às críticas sobre a ferramenta Meta AI, a empresa esclareceu que a ferramenta apresentou restrições a pedidos relacionados a Lula por uma lacuna em suas proteções, e não por viés político.
A Meta destacou ainda que, para cumprir a legislação eleitoral brasileira, bloqueia temporariamente solicitações relacionadas a candidatos, e que todos os incidentes apontados têm explicações diretas e documentadas, sem reflexo de manipulação política ou tentativa de influenciar o pleito.