Marine Le Pen lança candidatura na França em crise social
Marine Le Pen lançou sua campanha presidencial prometendo segurança e renovação diante de crises sociais e econômicas.
Marine Le Pen, líder da extrema direita francesa e favorita nas pesquisas para a eleição presidencial de 2027, lançou formalmente neste domingo (25) sua candidatura à presidência da França. Em seu discurso de campanha realizado em Orléans, cidade símbolo para o nacionalismo francês, ela prometeu restaurar a ordem e a confiança nacional em um momento marcado por uma série de crises econômicas, sociais e de segurança no país.
Le Pen se posicionou como a candidata mais capaz de enfrentar os desafios atuais da França, afirmando que não se trata do fim do mundo, mas do fim do mundo de seus adversários políticos. Em meio a protestos recentes contra o aumento do custo de vida que resultaram em saques e vandalismo, a candidata defendeu uma política de "tolerância zero" contra o crime, destacando que a segurança é o principal dever do Estado.
De acordo com pesquisa divulgada no mesmo dia, Marine Le Pen lidera as intenções de voto com percentuais entre 32% e 33,5%, distante de seu principal adversário, o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon, que aparece com 17%. O levantamento indica que Le Pen venceria Mélenchon em um possível segundo turno previsto para maio do próximo ano.
Propostas e posicionamentos
Le Pen apresentou a ideia de uma "Renascença" nacional que recuperaria a prosperidade e a segurança, prometendo endurecer as políticas de imigração, restaurar os controles nas fronteiras, expulsar automaticamente estrangeiros condenados por crimes e intensificar o combate a gangues e tráfico de drogas.
No âmbito econômico, a candidata defende contenção de gastos públicos, redução de impostos para empresas, menos burocracia e incentivo à indústria, inovação e inteligência artificial. Ela também rejeita a elevação da idade mínima para aposentadoria.
Sobre a Europa, Le Pen não defendeu uma saída do país da União Europeia, mas prometeu reduzir a influência de Bruxelas para recuperar o controle nacional sobre leis e fronteiras, colocando os interesses franceses em primeiro lugar e evitando envolvimento em guerras externas.
Durante o congresso do Reagrupamento Nacional, partido da candidata, Jordan Bardella foi reeleito presidente e apresentado como opção para primeiro-ministro. Seu discurso foi interrompido por ativistas que destacaram acusações passadas de antissemintismo, negadas por Bardella.
Marine Le Pen enfrenta um processo judicial que pode obrigá-la a usar uma tornozeleira eletrônica durante a campanha após ser condenada por desvio de recursos do Parlamento Europeu, recurso que ela recorre.
Encerrando seu discurso, Le Pen declarou que "o futuro nos pertence" e liderou a multidão que entoava o hino nacional francês, agitando bandeiras do país.
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