Coreia do Norte rejeita diálogo com EUA após acusação de roubo à Binance
Kim Yo Jong rejeita acusações do FBI contra Pyongyang e critica política dos EUA, barrando negociação bilaterial.
A Coreia do Norte negou as acusações feitas pelo FBI dos Estados Unidos envolvendo o roubo de mais de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 29,8 bilhões, na cotação de 04/11) em ativos criptográficos da Binance. Kim Yo Jong, irmã influente de Kim Jong Un e diretora do partido governista norte-coreano, afirmou em comunicado pela agência oficial KCNA que a acusação demonstra a "política hostil dos EUA" contra o país.
A líder afirmou que não há nenhuma necessidade de diálogo com Washington, considerando os Estados Unidos como "pessoas pouco confiáveis e hostis" que mantêm sua postura de confronto.
Contexto de tensões diplomáticas
O posicionamento ocorre em meio a especulações sobre uma possível cúpula entre o presidente Donald Trump e Kim Jong Un no final deste mês. No entanto, até o momento, Pyongyang não respondeu oficialmente à oferta para o encontro.
Além da rejeição à acusação sobre o roubo, Kim Yo Jong criticou outras ações norte-americanas, como exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e EUA, a pressão pela desnuclearização e a inclusão da Coreia do Norte em relatórios sobre tráfico de pessoas.
Segundo a dirigente, a chave para resolver os problemas reside no abandono da política hostil por parte dos EUA, algo que, segundo ela, não ocorreu, o que justifica a postura norte-coreana de não dialogar.
Outras reações e impactos
Uma autoridade sul-coreana afirmou que existe baixo otimismo quanto à realização de uma cúpula entre Pyongyang e Washington no momento. Enquanto isso, o mercado chinês demonstrou estabilidade, reagindo positivamente após as notícias recentes das eleições legislativas americanas, embora não diretamente relacionadas com o conflito entre Coreia do Norte e EUA.
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