Petrobras lidera valorização entre gigantes globais do petróleo em outubro de 2026
A Petrobras registra alta de 22,45% no mês e é a empresa não americana com melhor desempenho na bolsa neste ano.
As ações da Petrobras (PETR3, PETR4) começaram a semana com uma queda próxima a 3% na segunda-feira (19). Apesar deste recuo recente, a petroleira brasileira acumula uma valorização de 22,45% no mês de outubro e um aumento de cerca de 100% no ano de 2026. Na última sexta-feira (16), a companhia alcançou máximas históricas, atingindo um valor de mercado de R$ 820 bilhões.
Segundo levantamento realizado pela consultoria Elos Ayta, a Petrobras se destaca entre 19 grandes empresas do setor de petróleo com valor de mercado superior a US$ 50 bilhões. No acumulado do mês de outubro, a estatal registra a maior valorização em dólares, de 22,45% até o dia 20, superando concorrentes como a americana Marathon Petroleum, que teve aumento de 20,14%, e a ConocoPhillips, com 16,62%.
No ranking anual de 2026, a Petrobras possui valorização acumulada de 120,39% em dólares, figurando na quarta posição. À frente, aparecem três empresas americanas: Marathon Petroleum (+195,49%), Valero Energy (+170,19%) e Phillips 66 (+130,26%). Em valor de mercado, a Petrobras ocupa a quinta posição, avaliada em US$ 159,49 bilhões, ficando atrás da Exxon Mobil (US$ 731,35 bilhões), Chevron (US$ 445,95 bilhões), Shell (US$ 300,26 bilhões) e ConocoPhillips (US$ 175,34 bilhões). Nesse indicador, a companhia brasileira supera outras grandes como BP, Marathon Petroleum e Equinor.
O levantamento da Elos Ayta evidencia o desempenho robusto da Petrobras em três frentes: a liderança em valorização durante o mês de outubro, a quarta maior rentabilidade em 2026 e a quinta maior capitalização de mercado entre os principais players globais do setor petrolífero.
Analistas do mercado mantêm uma visão positiva para os papéis da Petrobras, apontando espaço para novas altas. O Bradesco BBI destaca fatores como menor risco político percebido, desempenho de produção acima das expectativas e perspectivas de margens de refino mais elevadas para 2027. Já o Bank of America argumenta que o mercado subestima os ganhos estruturais dos campos do pré-sal da Petrobras, devido a características geológicas que favorecem maior recuperação de petróleo, produção mais elevada por poço, platôs de produção prolongados e declínio mais lento em comparação aos campos convencionais.
Ambos os bancos reforçaram recomendações positivas, com o Bradesco BBI classificando a Petrobras entre suas preferidas do setor, numa visão outperform (desempenho acima da média do mercado). O Bank of America elevou o preço-alvo das ações ON e PN para R$ 70, projetando que a Petrobras poderá superar os R$ 900 bilhões de valor de mercado.