Taxas dos DIs recuam com cenário eleitoral e influência do mercado internacional
Taxas dos contratos futuros recuam, acompanhando queda nos Treasuries e expectativa por nova pesquisa eleitoral.
Na manhã desta quarta-feira (21), as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) voltaram a apresentar queda, em sintonia com a redução dos rendimentos dos Treasuries no exterior e a expectativa dos investidores pela divulgação de uma nova pesquisa eleitoral da Quaest, prevista para antes do segundo turno marcado para domingo.
Às 9h55, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,735%, registrando baixa de 4 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 12,779%. No segmento de longo prazo, a taxa do DI para janeiro de 2035 caiu 9 pontos-base, passando de 12,756% para 12,665%.
No mesmo horário, o rendimento do Treasury norte-americano de dez anos, referência internacional para decisões de investimento, recuava 2 pontos-base, situando-se em 5,094%.
Na terça-feira, as taxas futuras já haviam cedido no Brasil, refletindo um certo otimismo dos investidores diante das pesquisas eleitorais recentes, que mostraram o senador Flávio Bolsonaro (PL) com vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora muitos levantamentos indiquem empate técnico entre os candidatos.
Esse movimento é interpretado como um indicativo de que a eleição de Flávio Bolsonaro poderia aumentar as chances de maior controle das contas públicas, mesmo sem propostas concretas apresentadas até o momento por ele ou seus porta-vozes econômicos.
Para esta quarta-feira, destaca-se a divulgação da pesquisa da Quaest às 10h15, que será a primeira do instituto após o debate realizado entre os candidatos no último domingo.
A conjuntura internacional também contribui para a queda das taxas no Brasil, com rendimentos dos Treasuries apresentando declínio e o petróleo Brent registrando leve variação negativa, permanecendo em patamar elevado nos cerca de US$108 por barril.
Em meio à expectativa pela eleição brasileira, o mercado posiciona-se para um possível corte de 25 pontos-base na taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, previsto para o início de novembro, após o segundo turno.
A última atualização, divulgada na segunda-feira, indicava que as opções negociadas na B3 atribuíam 79,5% de chance para esse corte de 25 pontos-base, 17,1% para manutenção da taxa e 2% para um corte maior de 50 pontos-base.
Para a reunião de política monetária prevista para dezembro, as apostas indicavam 46% de chance de corte de 25 pontos-base, 22% para corte de 50 pontos-base e 21% de probabilidade de manutenção.