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Influenciadora brasileira Malévola Alves é detida no Egito aos 22 anos sob acusação de divulgação de vídeos obscenos

Malévola Alves, influenciadora trans de 22 anos, foi presa no Egito após vídeos compartilhados nas redes sociais provocarem investigação criminal.

21/10/2026 às 12h07

A influenciadora digital brasileira Malévola Alves, nome artístico de Mariana Alves Gadelha Pereira, de 22 anos, foi detida em Alexandria, no Egito, após a divulgação de vídeos considerados obscenos pelas autoridades locais. O caso ocorreu durante uma viagem que fazia com uma amiga, identificada como Bruna.

Segundo comunicado do Ministério do Interior egípcio, as detenções ocorreram após a circulação de vídeos nas redes sociais que mostravam as duas mulheres fazendo gestos tidos com conotação sexual nas ruas, motivados por uma intenção declarada de aumentar o número de visualizações. O caso foi encaminhado para investigação pela Promotoria Pública do Egito.

Nas imagens viralizadas, Malévola e Bruna aparecem dançando funk dentro de um táxi e em um veículo, com cenas que incluíam toques provocativos e interações com homens desconhecidos, o que, segundo o governo egípcio, configuraria conteúdo obsceno. A influenciadora relatou ainda que durante a abordagem policial os passaportes das brasileiras foram apreendidos, e que teriam sido questionadas sobre sua identidade de gênero, o que gerou preocupação entre seus seguidores quanto a possíveis discriminações.

Leia também: Influencer Malévola Alves é detida no Egito por vídeos com comportamento considerado obsceno

Malévola Alves, natural de São Bernardo do Campo (SP), acumula cerca de 900 mil seguidores no TikTok e uma base de fãs consolidada no Instagram. Sua persona online mistura humor ácido, estilo de vida e declarações que frequentemente provocam reações e debates nas redes sociais. A influência digital foi ampliada em 2024 após sua participação no reality show “Rancho do Maia”, transmitido na internet.

Ao longo de sua trajetória, Malévola também esteve envolvida em episódios polêmicos, como relatos de transfobia e confrontos públicos relacionados a tratamento inadequado com pessoas trans. Essas situações ampliaram seu alcance e geraram discussões sobre discriminação e os limites da exposição pública online.

Contexto sobre o tratamento a pessoas LGBT no Egito

O Egito, país de maioria muçulmana e normas sociais conservadoras, não criminaliza diretamente todas as relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo, mas utiliza dispositivos legais relacionados à moralidade pública para investigar e processar pessoas LGBT. Organizações internacionais apontam situações de detenção arbitrária e abusos contra essa população, aumentando a complexidade do caso envolvendo as brasileiras.

Assistência diplomática e situação atual

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro afirmou que a Embaixada do Brasil no Cairo está disponível para prestar assistência consular às duas brasileiras. A defesa de Malévola, por meio do advogado Jonatha Carvalho Matos, comunicou que está em contato com autoridades egípcias e a embaixada para assegurar a segurança e os direitos legais da influenciadora durante o processo. Até o momento, não foi confirmada a liberação das detidas.

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