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Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar posse de ilha no RJ e solicita investigação da Polícia Federal

Atacante denuncia posse judicial de ilha no Rio por Flávio Bolsonaro e cobra apuração dos fatos.

17/10/2026 às 12h38

O atacante do Tottenham, Richarlison, voltou a se manifestar sobre a disputa judicial envolvendo uma ilha localizada em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Em vídeo divulgado nas redes sociais neste sábado, o jogador acusou o senador Flávio Bolsonaro de tomar posse do imóvel sem pagamento e solicitou que a Polícia Federal realize uma investigação.

De acordo com Richarlison, a aquisição da ilha ocorreu entre 2020 e 2021, período da pandemia de Covid-19, por meio de uma parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco. Ele afirmou ter recusado propostas de compra, incluindo uma do próprio Flávio Bolsonaro.

“Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada (documentação da posse da ilha), e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada”, afirmou o atacante.

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No vídeo, Richarlison pediu que a Polícia Federal apure os fatos e manifestou o desejo de recuperar o investimento feito. Ele também convocou seus seguidores a exigir explicações de Flávio Bolsonaro, que tem agenda marcada no Espírito Santo neste domingo.

Além disso, o jogador se comprometeu a destinar parte do valor que espera reaver ao hospital de Nova Venécia, cidade onde nasceu, para ajudar a instituição.

A controvérsia teve início após uma empresa vinculada a Richarlison adquirir os direitos de ocupação da ilha em 2020. Posteriormente, a posse do imóvel foi transferida para uma empresa associada ao advogado Willer Tomaz, conhecido amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão favorável à empresa de Tomaz. As ações judiciais relacionadas foram encerradas após a desistência dos autores.

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