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Governo federal lança política para ampliar conectividade em rodovias brasileiras até 2030

Plano nacional visa levar internet móvel a 72,3 mil km de estradas federais e estaduais com compartilhamento de redes entre operadoras.

Da 15/10/2026 às 13h00

O governo federal lançou nesta quinta-feira (15) a política nacional de conectividade voltada para as rodovias brasileiras, com o objetivo de ampliar significativamente a cobertura de telefonia e internet móveis em estradas federais e estaduais até o ano de 2030.

O plano prevê a expansão do sinal em um total de 72,3 mil quilômetros de vias, sendo 29,9 mil quilômetros de estradas federais e 42,4 mil quilômetros de rodovias estaduais. Atualmente, a cobertura nas rodovias federais é de 27,2 mil quilômetros, e a meta é alcançar 57,1 mil quilômetros, o que corresponde a aproximadamente 77% da malha federal.

Para 2027, está estabelecida a conexão de 16 mil quilômetros adicionais de rodovias. Ao fim do processo, seis rodovias federais prioritárias terão cobertura integral: as BRs 101, 16, 135, 163, 242 e 364. A BR 101, que liga o Nordeste ao Sul do País e tem cerca de 4,8 mil quilômetros, é um exemplo dessas vias prioritárias.

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Medidas para viabilizar a conectividade

Um dos pilares da política nacional é a obrigatoriedade para as operadoras de telefonia de compartilharem o sinal de internet entre si, permitindo que usuários de uma empresa possam acessar a rede de outra quando necessário. Esta regra será responsável por levar internet a 13 mil quilômetros nas rodovias federais e a toda a extensão das rodovias estaduais contempladas (42,4 mil quilômetros) sem que haja compensação financeira entre as empresas envolvidas.

O governo espera que os custos das operadoras com a cessão do sinal sejam compensados pelos benefícios decorrentes do uso da infraestrutura das outras companhias.

Além dessa medida, o plano incorpora iniciativas já em andamento, como o leilão da faixa de 700 MHz realizado no primeiro semestre, que exigiu contrapartidas de cobertura para 6,4 mil quilômetros de rodovias e áreas rurais, e a adaptação dos contratos de concessão da Claro, que prevê a cobertura de mais 4,3 mil quilômetros.

As futuras concessões rodoviárias também terão a conectividade como uma obrigação, com previsão de extensão em cerca de 1,3 mil quilômetros de estradas.

Benefícios da política de conectividade

Frederico Siqueira Filha, ministro das Comunicações, ressaltou durante o lançamento em São Paulo que a política reorganiza instrumentos regulatórios, tecnológicos e financeiros para garantir internet praticamente em toda a malha rodoviária nacional.

A conectividade proporcionará facilidades como chamadas de emergência, uso de aplicativos na estrada, além de benefícios para motoristas, passageiros e comunidades próximas às rodovias. Esperam-se ganhos de produtividade para setores como agronegócio, logística e transporte.

O ministro também destacou que a conectividade será útil para serviços automáticos como a cobrança de pedágios sem paradas (free flow) e pesagem de veículos de carga, otimizando o tráfego nas rodovias brasileiras.

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