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Desmatamento na Amazônia Legal atinge menor índice em quase quatro décadas

Segundo dados do Prodes, o desmatamento na Amazônia Legal caiu 42% entre 2025 e 2026, alcançando o patamar mais baixo desde 1988.

16/10/2026 às 16h29

O desmatamento na Amazônia Legal registrou uma redução significativa de 42% entre agosto de 2025 e julho de 2026, de acordo com dados divulgados pelo sistema de satélite Prodes nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026. O volume desmatado chegou a 3.335 km², o menor índice registrado desde o início da coleta de dados pelo governo brasileiro, em 1988.

Nos últimos quatro anos, a redução acumulada do desmatamento na Amazônia Legal foi de 71,2%, instaurando um cenário de queda que havia sido interrompido em 2014.

Além disso, o Prodes também identificou uma queda recorde no desmatamento do bioma Cerrado, que alcançou 5.516 km², o que representa uma diminuição de 24% no último período analisado. Este valor é o menor desde o início da série histórica em 2001. A redução no Cerrado nos últimos quatro anos foi de 48,4%.

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O Brasil recupera assim uma trajetória de diminuição do desmatamento em importantes biomas, com quedas retomadas em níveis históricos de controle e preservação. Em 2012, durante o governo de Dilma Rousseff, o país tinha alcançado o recorde anterior com 4.571 km² de áreas desmatadas na Amazônia, após períodos nos anos 1990 que superaram 30 mil km².

No Cerrado, que havia registrado aumento do desmatamento durante o governo de Jair Bolsonaro, há retomada da queda a partir de 2024, reforçando a tendência positiva observada atualmente.

Na cerimônia de promulgação da Emenda Constitucional que extingue a escala de trabalho 6×1 no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, pelos números alcançados, que são os menores “em todos os biomas”.

Os dados relativos a outros biomas brasileiros, como Pampa, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal, ainda não foram divulgados pelo Prodes.

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