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Bolsas europeias fecham em queda pressionadas por setor de tecnologia e instabilidade geopolítica

Mercados europeus encerram majoritariamente no vermelho diante de receios sobre investimentos em inteligência artificial e tensão no Oriente Médio.

20/10/2026 às 13h53

As principais bolsas da Europa encerraram a terça-feira, 20 de outubro de 2026, em sua maioria com desempenho negativo, refletindo a cautela dos investidores frente às incertezas referentes ao setor de tecnologia, especialmente ligado à inteligência artificial (IA), além da influência de desdobramentos geopolíticos recentes no Oriente Médio e tensões políticas na França.

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,29%, fechando em 10.733,00 pontos. O DAX, em Frankfurt, recuou 0,05%, a 25.306,77 pontos; o CAC 40, em Paris, reduziu 0,38%, atingindo 7.838,49 pontos. Em Milão, o FTSE MIB apresentou leve queda de 0,03%, totalizando 49.071,37 pontos. Já o índice espanhol Ibex 35 subiu 0,37%, aos 19.110,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,67%, fechando em 9.331,24 pontos.

O segmento de tecnologia foi particularmente impactado pela desvalorização das ações de empresas envolvidas na infraestrutura de IA. Na Bolsa de Amsterdã, as ações da fabricante de equipamentos para semicondutores ASML Holding caíram 2,5%, enquanto sua concorrente direta, ASM International, teve desvalorização de 2%. A BE Semiconductor apresentou baixa de 3,2%.

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Em paralelo, os preços do petróleo, que chegaram a alcançar a máxima em cinco meses, inverteram a trajetória e passaram a cair após reportagem do jornal israelense N12 citar uma proposta do Paquistão, com aprovação dos EUA e consentimento preliminar do Irã, para resolver o conflito na região. Esse movimento afetou as ações do setor de energia, com Shell e TotalEnergies registrando quedas de 0,7% e 0,5%, respectivamente.

No âmbito político, a França permanece em foco após o primeiro-ministro Sébastien Lecornu anunciar a implementação de novos toques de recolher em determinadas regiões, uma medida que reflete a preocupação com a agitação social no país. Segundo análise do Commerzbank, tal situação social desfavorece o sentimento dos investidores em relação aos títulos públicos franceses (OATs). A Muzinich & Co destacou que o impasse político e a proximidade das eleições de 2027 criam obstáculos para adoção de medidas corretivas, prolongando assim a instabilidade.

Os bancos franceses Société Générale, Crédit Agricole e BNP Paribas apresentaram desempenho estável, acompanhando de perto o cenário volátil.

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