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Aprovação de Keiko Fujimori cai para 28,3% no Peru devido a preocupações econômicas e de segurança

Pesquisa revela queda na popularidade da presidente peruana Keiko Fujimori, impactada por críticas à economia, criminalidade e alinhamento com EUA.

Da 15/10/2026 às 08h53

A aprovação da presidente do Peru, Keiko Fujimori, registrou uma queda expressiva em outubro, sinalizando crescente insatisfação da população frente às condições econômicas e à criminalidade no país. Segundo pesquisa LatAm Pulse, encomendada pela AtlasIntel para a Bloomberg News, publicada em 15 de outubro, a taxa de aprovação da presidente caiu para 28,3%, uma redução de 14,5 pontos percentuais em relação a setembro. A desaprovação aumentou para 53,6%.

Esta redução da popularidade reflete a deterioração do clima econômico no país, onde 62% dos entrevistados consideram a economia ruim, enquanto apenas 22% a avaliam positivamente. A percepção do mercado de trabalho também é negativa para 64% dos peruanos. Esses indicadores econômicos pioraram em comparação com o mês passado, destacando o descontentamento popular.

Em meio a esse cenário, o fenômeno climático El Niño, previsto para ser o mais intenso já registrado, é apontado como um fator agravante. Ele impacta setores cruciais como agricultura e pesca, além de contribuir para a inflação, que ultrapassou a meta oficial por sete meses consecutivos. O Banco Central do Peru revisou para baixo sua previsão de crescimento econômico para 2026, ajustando-a para 3,2%.

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A segurança pública também preocupa a população, com 42% dos entrevistados classificando a criminalidade como um dos principais problemas do país. Embora este índice seja inferior ao registrado no ano anterior, apresentou aumento de aproximadamente 3 pontos percentuais em relação ao mês passado.

Desde que assumiu a presidência no final de julho, Keiko Fujimori tentou inicialmente manter uma postura conciliatória, mas recentemente adotou um discurso mais firme, buscando formar alianças no Congresso e expressando insatisfação com os parlamentares, que demoraram seis semanas para debater seu pedido de poderes temporários para governar por decreto em áreas de segurança e respostas a desastres naturais.

Na sequência, a Câmara dos Deputados aprovou uma versão limitada do pedido, que está em análise no Senado. A presidente anunciou a criação de um comando unificado das forças policiais e militares para enfrentar o crime organizado e implementar a expulsão de estrangeiros envolvidos em atividades criminosas.

Em resposta a um caso recente de agressão sexual em uma escola pública, Fujimori anunciou medidas para impor restrições ao uso de maquiagem, unhas pintadas e cabelos coloridos ou muito longos nas instituições de ensino, além de revisar o comprimento das saias dos uniformes escolares. Estas ações são associadas a políticas semelhantes aplicadas em El Salvador, país cujo presidente Nayib Bukele recebeu elogios da presidente peruana.

O governo peruano aderiu ao Escudo das Américas, uma iniciativa liderada pelos Estados Unidos para combater o crime organizado na região, fortalecendo os laços de cooperação entre os dois países. Contudo, quase metade dos peruanos entrevistados demonstra desconfiança em relação ao alinhamento das políticas de segurança aos interesses americanos, e 33% acreditam que essa aproximação compromete a autonomia do país para definir suas próprias estratégias contra o crime.

A pesquisa entrevistou 2.024 pessoas entre 2 e 7 de outubro, possuindo nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais.

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