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Empresas

Análise do 3º tri de 2026: 6 ações com potencial de alta e 6 que podem decepcionar

Temporada de balanços do 3º trimestre de 2026 reflete desaceleração econômica e juros altos, com foco em perspectivas para 2027.

21/10/2026 às 05h24

A temporada de resultados do 3º trimestre de 2026 iniciou em um contexto de desaceleração econômica e juros elevados, que têm impactado o mercado financeiro. Com o cenário atual, os analistas recomendam que os investidores concentrem sua atenção nas previsões para 2027, especialmente considerando a expectativa de melhora macroeconômica e a possível queda das taxas de juros no próximo ano.

Visão do mercado e critérios para avaliação

De acordo com o banco Santander, o mercado deve mostrar maior tolerância em relação a resultados afetados por fatores macroeconômicos, como a redução na demanda provocada pelos juros altos. Contudo, problemas internos das empresas, como perda de mercado, falhas na execução ou deterioração das margens, poderão resultar em penalizações mais rigorosas pelos investidores.

Ações com potencial positivo no 3T26

O Santander listou seis empresas com perspectivas positivas para o período:

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  • Embraer: Entregas no terceiro trimestre ficaram abaixo das estimativas nos segmentos de Aviação Comercial e Executiva, mas esforços para equilibrar a produção indicam previsibilidade crescente no fluxo de caixa livre. O guidance para 2026 é considerado alcançável, com possibilidade de surpresa positiva nos resultados.
  • Siderúrgica (não especificada): Expectativa de EBITDA consolidado de R$ 3,7 bilhões e margem de 20,4%, impulsionada por desempenho positivo na América do Norte, com preços realizados mais altos compensando custos de manutenção.
  • Multiplan: Projeção de receita líquida de R$ 591 milhões, queda de 2,2% na comparação anual, impactada por menor receita imobiliária, porém com crescimento nas receitas de locação, estacionamento e serviços. Estimativa de AFFO de R$ 429,3 milhões, incluindo ganhos com venda de participação em shopping.
  • Nubank (NU): Espera-se lucro líquido de US$ 1,13 bilhão, 7% superior ao trimestre anterior, com ROAE de 33%. Carteira de crédito deve crescer de forma robusta, embora haja riscos relacionados à qualidade dos ativos.
  • Banco do Brasil: Projeção robusta de alta na receita e lucro líquido, respectivamente 25% e 33%, com destaque para o mercado brasileiro como principal motor do crescimento.
  • Vibra: Espera-se EBITDA ajustado de aproximadamente R$ 3,9 bilhões, com margens de distribuição de combustíveis em níveis robustos, sustentadas pela restrição na oferta e crescimento de volumes, além de avanços no combate a irregularidades.

Ações com perspectivas negativas

Por outro lado, algumas empresas foram apontadas como potenciais decepções para o trimestre:

  • Petrobras: Projeção de trimestre fraco, com menores volumes de vendas e fretes mais altos pressionando os preços. Custos operacionais elevados devido ao aumento do preço do diesel e menor produção devem pressionar o EBITDA.
  • Magazine Luiza: Estimativa de queda de cerca de 6% nas vendas nas mesmas lojas e compressão de margem EBITDA em 120 pontos-base, pressionadas pela desaceleração nas vendas e cenário macroeconômico desafiador.
  • JBS: Resultados do terceiro trimestre devem ser pressionados por sinistralidade mais alta nos segmentos de automóveis e saúde, maiores provisões no banco Porto e resultados financeiros enfraquecidos. Porto Serviços deve ser ponto positivo em meio ao cenário negativo.
  • Natura (NATU3): Morgan Stanley projeta receita consolidada em queda de 2,6%, com redução de vendas no Brasil em 4,5%, devido a dificuldades na implementação de sistema SAP, interrupções na cadeia de abastecimento e reorganização dos canais de venda.
  • Outra companhia não especificada: Projeção de lucro líquido recorrente para o 3T26 de R$ 783 milhões, queda de 7% em relação ao trimestre anterior e 6% na comparação anual, com retorno sobre patrimônio estimado em 20%. Custos e resultados financeiros pressionados.

Conclusão

Na avaliação geral, o mercado parece aceitar resultados modestos motivados pelos impactos macroeconômicos, valorizando empresas que demonstram possível recuperação estrutural e penalizando aquelas afetadas por falhas específicas. A expectativa de melhora nas condições econômicas e juros mais baixos em 2027 traz perspectivas de avanço para diversas ações.

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