Trump volta atrás e confirma que execução de ex-militar não será transmitida ao vivo
Presidente dos EUA recua e decide não transmitir ao vivo execução de Nidal Hassan, marcada para dezembro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15) que a execução por fuzilamento do ex-militar Nidal Hassan não será transmitida ao vivo, rebatendo sua posição inicial sobre o tema. A decisão marca um recuo do governante após surgir uma controvérsia significativa no âmbito nacional e internacional.
Trump justificou a alteração afirmando que “muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não assistir à sua morte”. O vice-presidente J.D. Vance manifestou inclusive que não assistiria à execução. Ainda assim, o presidente manteve sua preferência inicial pelo caráter público do evento.
Nidal Hassan, ex-major do Exército dos EUA, foi condenado à morte por um ataque terrorista no Forte Hood em 2009, no qual matou 13 soldados e feriu dezenas de outros. Sua execução foi programada para o dia 3 de dezembro de 2026 e representaria a primeira execução pública nos Estados Unidos em 90 anos.
A possibilidade da transmissão ao vivo da execução gerou reações negativas em diversas autoridades no país e no exterior, incluindo um apelo da Organização das Nações Unidas (ONU) para que o governo americano reconsiderasse a decisão.
Assim, diante da repercussão e do apelo internacional, Trump decidiu não transmitir publicamente a execução de Hassan, que já estava autorizada pessoalmente por ele.