Rússia ataca rede elétrica da Ucrânia com 289 drones e mísseis antes de negociações
Ataques russos com drones e mísseis deixaram várias regiões ucranianas sem energia, a uma semana de reunião mediada pelos EUA.
A Rússia lançou um ataque em larga escala contra a infraestrutura energética da Ucrânia na madrugada de terça-feira (3). O ataque envolveu 289 drones, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro, com impacto em usinas e subestações elétricas de diversas regiões do país, desde o porto de Odessa, no sul, até Rivne, no oeste.
Os bombardeios causaram apagões em várias regiões, incluindo a capital Kiev, interromperam o fornecimento de água e complicaram o transporte local. A empresa privada DTEK, maior geradora de energia ucraniana, informou que três das suas cinco usinas termelétricas ficaram fora de operação, agravando a situação com a aproximação do inverno.
Além disso, no dia anterior, 2 de novembro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, relatou que o ataque a uma escola convertida em centro de distribuição de ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, resultou em pelo menos 33 mortes, com cerca de 50 pessoas possivelmente presas nos escombros.
Em entrevista coletiva em Berlim, Zelensky criticou a Rússia por priorizar mortes ao invés de buscar avanços nas negociações de paz, ressaltando que o ataque ocorreu logo após o fim de uma trégua humanitária de curta duração na cidade de Oleshky, mediada em parte pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump.
O governo russo declarou que os ataques visaram unidades militares em áreas próximas a Komyshuvakha e outros povoados na região de Zaporizhzhia, afirmando a morte de até 25 soldados ucranianos, além da destruição de veículos e uma estação de guerra eletrônica.
Também houve acusações russas contra a Ucrânia relacionadas a um incêndio em uma grande refinaria de petróleo na cidade russa de Yaroslavl.
As ações russas ocorrem a uma semana da retomada das negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos, programadas para Abu Dhabi. O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou a reunião como um passo importante para o fim dos combates e defendeu a participação europeia no processo.
A Comissão Europeia anunciou uma reunião marcada para o dia seguinte, 4 de novembro, com representantes dos EUA, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), da União Europeia e do governo ucraniano, para discutir um "plano de prosperidade" e garantias de segurança à Ucrânia. Consultas adicionais da Otan estão previstas para o dia 5.
As tropas russas têm historicamente concentrado ataques contra o sistema energético ucraniano, especialmente com a chegada do inverno, visando desestabilizar o abastecimento de eletricidade e aquecimento para a população. O primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretskyi, informou que também foram atingidos uma estação ferroviária, vagões de passageiros e locomotivas.
Zelensky destacou que os ataques coincidiram com as eleições legislativas americanas e pediu mais apoio de defesa aérea aos aliados da Ucrânia.
Na cidade de Dnipro, duas pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em decorrência dos bombardeios, segundo autoridades regionais, enquanto moradores se preparam para possíveis novas interrupções nos serviços essenciais.
Veja também
Eleições nos EUA mobilizam 1,3 milhão de brasileiros em NY, MA e Flórida
Em Internacional
17 funcionários da Disney e Universal são presos nos EUA
Em Internacional
Cinco ameaças de bomba causam desvios e fecham aeroporto na Europa
Em Internacional
EUA vão parar de pagar R$ 19,9 bilhões anuais a Israel após 2026, diz Trump
Em Mundo
Eleições de meio de mandato nos EUA iniciam apuração às 20h de terça-feira
Em Mundo




Comentários
Entre na sua conta e seja o primeiro a comentar esta matéria.