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Líder do Irã avisa EUA sobre resposta a novos ataques

Mojtaba Khamenei alertou que Irã reagirá com força a agressões dos EUA ou Israel, no contexto de negociações para evitar a escalada no Oriente Médio.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, advertiu os Estados Unidos que responderá com força a quaisquer novos ataques. A declaração foi realizada neste sábado (31) em meio a uma escalada de tensões e temores sobre o possível retorno do conflito armado no Oriente Médio.

Em comunicado divulgado em seu canal oficial no Telegram, Khamenei afirmou que as Forças Armadas da República Islâmica e a nação iraniana determinarão o tempo e as condições para pôr fim a quaisquer ataques militares ou terroristas. O líder também se reuniu com comandantes militares para reforçar a ordem de uma resposta agressiva a qualquer agressão vinda dos Estados Unidos ou de Israel, inclusive se os ataques ocorrerem além das fronteiras iranianas.

O Exército iraniano alertou que uma ofensiva dos EUA poderia ampliar o conflito regional. Esses posicionamentos ocorrem após recentes ameaças feitas por Washington e Tel Aviv contra o Irã.

Esforços diplomáticos em curso

Mesmo com as ameaças explícitas, existem tentativas para evitar que a situação evolua para uma guerra aberta. Representantes do Catar estão em Teerã para negociar a redução das tensões e o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, enviou uma carta a Mohsen Rezaei, encarregado da segurança do Irã, buscando diálogo.

Incidente no Estreito de Ormuz

Além disso, duas embarcações foram atacadas no Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica, ferindo dois pescadores e deixando dois desaparecidos, segundo autoridades iranianas. O vice-governador da província de Hormozgan, Ahmad Nafisi, acusou os EUA pelo ataque, conforme divulgado pela televisão estatal iraniana.

Donald Trump analisa ações militares

Na quinta-feira (29), o presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu com o principal comandante militar do país para avaliar opções de ataque ao Irã, segundo o jornal "Wall Street Journal". Trump indicou a possibilidade de uma nova operação militar, referindo-se à "Epic Fury", ofensiva anterior contra o Irã conduzida por EUA e Israel.

A semana marca a precaução em meio às eleições legislativas americanas e ao período sem ataques significativos desde setembro, com ações concentradas principalmente em confrontos envolvendo navios comerciais.

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