Jordânia ataca grupos terroristas na Síria e mata 8
Após prisão de suspeitos pelo ataque que matou nove na Jordânia, país bombardeia grupos terroristas na Síria.
O Exército da Jordânia afirmou nesta segunda-feira (26) que realizou ataques aéreos contra "organizações terroristas" na Síria em retaliação ao atentado jihadista que matou nove pessoas em uma igreja do sul do país na semana passada. A ação ocorreu poucas horas após a prisão de três suspeitos envolvidos no ataque mortal.
Segundo a Força Aérea jordaniana, aeronaves destruíram várias posições de grupos terroristas e causaram mortes e ferimentos entre os integrantes vinculados aos autores do atentado contra a Igreja Greco-Ortodoxa de São Jorge, localizada na vila de Hamud, província de Karak.
O governo sírio confirmou que oito pessoas morreram em decorrência dos bombardeios no sul da Síria, e os hospitais locais receberam vítimas, incluindo um idoso e três crianças. Além disso, quatro feridos foram contabilizados pelas autoridades sanitárias da província de Daraa.
A Síria criticou a operação militar jordana, afirmando que não houve coordenação prévia entre os países. A agência estatal SANA divulgou que as relações diplomáticas estão em diálogo para manejar os desdobramentos do ataque de maneira a preservar a segurança e soberania síria.
O rei Abdullah II reafirmou em suas redes sociais o compromisso de que os responsáveis pelo ataque não escaparão da justiça e que o extremismo que divide a população jordaniana não será tolerado no país.
O ataque jihadista contra a igreja causou nove mortes e 25 feridos durante uma procissão fúnebre, sendo um episódio raro em Jordânia, onde ataques contra locais de culto são incomuns. O diretor de Segurança Pública Abdullah Maaytah detalhou que os três suspeitos presos, dois irmãos e o cunhado deles, seguem a ideologia islamista extremista takfirista e foram detidos após trocas de tiros com as forças de segurança.
O ministro do Interior, Mazen Al Faraya, informou que os suspeitos estão sob custódia hospitalar e que estão avaliando as circunstâncias que levam jovens ao extremismo, responsabilizando os envolvidos comprovadamente. Ele ressaltou que não há evidências de conexões externas ou apoio estrangeiro aos detidos.
Em resposta ao atentado, o primeiro-ministro Jafar Hassan decretou três dias de luto nacional na Jordânia, com as bandeiras oficiais a meio mastro em instituições públicas.
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