Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em 2 dias
Teerã reduz prazo para reabertura do Estreito e condiciona decisão a exigências dos EUA.
O Irã anunciou que pode reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, caso os Estados Unidos aceitem as condições apresentadas por Teerã, informou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, nesta segunda-feira (2).
Anteriormente, o prazo sugerido para a reabertura era de sete dias, mas foi reduzido no contexto das negociações mediadas entre os dois países.
O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o transporte mundial de petróleo, e está bloqueado pelo Irã desde o início da guerra desencadeada após ataques de Israel e dos EUA contra o país em 28 de fevereiro. Essa região tem sido palco frequente de tensões e ataques relacionados ao conflito.
Baqaei ressaltou que a retomada da segurança na região e o avanço nas conversas dependem da aceitação das exigências do Irã por Washington. Segundo ele, a troca de mensagens segue por meio de mediadores e somente após concordância das condições é possível discutir os passos seguintes.
Em setembro, o Irã apresentou uma proposta, via Catar, condicionando a reabertura do estreito ao cumprimento por parte dos EUA de demandas como cessar-fogo regional, desbloqueio de ativos iranianos no exterior, fim das sanções ao setor petrolífero e suspensão do bloqueio aos portos iranianos. Essas condições fazem parte de um acordo anterior firmado em junho, cujo cessar-fogo durou apenas alguns meses antes da retomada dos ataques.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, acrescentou recentemente duas novas exigências: a aceitação de uma rota alternativa acordada entre Irã e Omã para passagem de navios e a redução da presença militar americana no Oriente Médio.
Apesar da diminuição dos confrontos desde setembro, Estados Unidos e Israel, ambos em períodos eleitorais, emitiram ameaças de retomar ataques contra o Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou no domingo a possibilidade de ações militares contra o Irã, afirmando ter destruído grande parte da capacidade militar do país, mas ainda precisando atingir "um ou dois" objetivos.
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