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Formato do bumbum é definido por genes, não revela níveis de hormônios

Especialistas esclarecem que o formato das nádegas reflete estrutura genética e óssea, e não indica níveis hormonais.

O formato do bumbum não revela níveis hormonais, apesar de rumores nas redes sociais. Especialistas afirmam que a única forma de saber os níveis de hormônios como estrogênio ou cortisol é por meio de exames sanguíneos.

O que determina o formato das nádegas são os genes, a estrutura óssea da pelve e os músculos. Cada pessoa tem uma configuração óssea única, que influencia o tamanho, a posição dos músculos e os espaços preenchidos pela gordura.

Em obstetrícia, a pelve humana é classificada em quatro tipos principais — ginecóide, andróide, antropoide e platipeloide — que definem sua forma interna. Essa estrutura óssea é o que dá base ao formato externo das nádegas, observado na pele e no contorno muscular.

Enquanto o formato pode variar ao longo da vida, as influências hormonais só causam mudanças lentas e graduais, especialmente durante a menopausa. Nesta fase, a queda no estrogênio provoca mudanças no padrão de deposição de gordura, que migra da região dos quadris e nádegas para o abdômen, mas não altera drasticamente a forma das nádegas no curto prazo.

Além disso, períodos de estresse podem alterar os níveis de cortisol, porém isso não leva ao deslocamento imediato de gordura entre regiões do corpo. As mudanças observadas em curto prazo geralmente se devem à retenção de líquidos e são pouco perceptíveis.

Cirurgias são as únicas intervenções capazes de modificar significativamente o formato das nádegas, porém possuem riscos importantes. Formas temporárias associadas a medicamentos para emagrecimento, como os que causam perda rápida de peso e músculo, podem resultar em mudanças na aparência, com nádegas mais achatadas.

Por fim, os especialistas reforçam que a genética é o principal fator que determina a estrutura corporal, sendo impossível usar o aspecto das nádegas como indicador dos níveis hormonais ou do estado de saúde.

Tags: GenéticaSaúdecorpo humanohormôniosmenopausa

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