Brasileiros disputam eleições legislativas nos EUA
Três brasileiros concorrem a cargos regionais na Flórida e Massachusetts nas eleições de meio de mandato dos EUA.
Três brasileiros participam das eleições regionais nos Estados Unidos no próximo dia 3 de novembro, concorrendo a cargos legislativos na Flórida e em Massachusetts.
Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, disputa uma vaga na Câmara dos Representantes da Flórida pelo Partido Democrata. Naturalizado americano em 2021, ele é ex-beneficiário do programa DACA, criado para proteger jovens imigrantes da deportação e garantir autorização para trabalho temporário.
Se eleito, Felipe pode se tornar o primeiro ex-beneficiário do DACA a integrar o Legislativo estadual na Flórida. Ele viveu cerca de 15 anos em situação migratória irregular, chegou aos EUA aos 14 anos e construiu trajetória marcada pelo ativismo em defesa dos direitos dos imigrantes e da comunidade LGBTQ+. Ele também atuou na administração do prefeito de Orlando.
Em Massachusetts, duas brasileiras — Priscila Sousa e Rita Mendes — concorrem à reeleição na Câmara dos Representantes do estado, no 6º Distrito de Middlesex e 11º Distrito de Plymouth, respectivamente. Ambas são filiadas ao Partido Democrata e não enfrentam adversários nas eleições, o que torna suas vitórias praticamente certas.
Priscila, natural de Ipatinga (MG), mudou-se para os EUA aos 7 anos e cresceu em uma comunidade com grande presença brasileira em Framingham, Massachusetts. Com 38 anos, ela busca seu segundo mandato consecutivo. Apesar de se sentir inicialmente acolhida no Legislativo, ela relata que a hostilidade aumentou após a volta do ex-presidente Donald Trump.
Rita Mendes, de 42 anos, também mineira, migrou com a família para os EUA em 2002 e assumiu seu primeiro mandato estadual em 2023. Ela tem formação em Direito e trabalha como advogada e corretora de imóveis. Antes, integrou o Conselho Municipal de Brockton, cidade onde atua.
Ambas disputam estas eleições sem concorrentes republicanos, uma situação comum em distritos onde a predominância de um partido é forte, fazendo com que o concorrente opte por não lançar candidaturas.
Os eleitores americanos vão às urnas nas eleições de meio de mandato (midterms) para renovar os representantes do Congresso federal e dos legislativos estaduais, incluindo estas disputas regionais.
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