Justiça proíbe empresário de bancar viagem a petistas na eleição
Leandro Batista da Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás, foi impedido judicialmente de custear viagem para apoiadores do PT na Eleição.
A Justiça proibiu o empresário Leandro Batista da Nóbrega, conhecido como dono do Frigorífico Goiás e com cerca de um milhão de seguidores nas redes sociais, de oferecer viagem a apoiadores do presidente Lula no dia da Eleição de 2026. Leandro é conhecido por comercializar peças de carne com imagens de políticos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, além do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em 2025, o empresário causou polêmica ao colocar um cartaz na porta do frigorífico com a frase "Petista aqui não é bem-vindo". O cartaz resultou em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) por discriminação política, após denúncia do deputado estadual Mauro Rubem (PT).
O MP-GO obteve uma ordem judicial para a retirada do cartaz, determinação que a empresa cumpriu. Posteriormente, o frigorífico foi condenado a pagar R$ 130 mil por discriminação, incluindo R$ 30 mil por dano moral coletivo e R$ 100 mil por descumprimento de decisões judiciais anteriores. Essa condenação está em recurso pela defesa de Leandro Batista da Nóbrega.
Outra ação movida pelo Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec/GO), que pedia indenização de R$ 500 mil por exclusão de clientes com base em convicção político-partidária, foi julgada improcedente.
Além disso, o empresário viralizou nas redes sociais ao utilizar um helicóptero para distribuir carne a moradores de Aparecida de Goiânia na véspera de Natal, ação que dividiu opiniões públicas.
Durante a campanha eleitoral de 2026, Leandro Batista manifestou apoio nas redes sociais ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e acompanhou eventos de campanha em Goiás e Brasília.
A decisão judicial recente impedindo o empresário de pagar viagem a petistas visa evitar interferência indevida no processo eleitoral e preservar o equilíbrio na competição política. O caso reforça a importância das normas que coíbem práticas consideradas discriminatórias ou que possam influenciar irregularmente o voto dos eleitores.
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