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Goiânia completa 93 anos com economia diversificada

De sede administrativa para polo industrial e imobiliário, Goiânia atinge população de 1,5 milhão e tem a sexta maior renda entre as capitais.

Goiânia, capital de Goiás, comemora 93 anos com uma trajetória de significativas transformações econômicas que a posicionam atualmente como referência em diversos setores no Brasil Central. Inicialmente planejada para ser uma sede político-administrativa para uma população de até 50 mil habitantes, a cidade atingiu a marca de 1,5 milhão de moradores e diversificou sua economia para além do agronegócio.

Segundo Adriana Sousa, presidente do Conselho Regional de Economia de Goiás (Corecon-GO), nos primeiros anos, a construção da cidade, a instalação da administração pública e o comércio eram os principais motores da economia local. Ao longo das décadas, setores como a indústria, o mercado imobiliário, a saúde e a educação tiveram expansão significativa.

Expansão do comércio e modernização

O comércio, inicialmente concentrado na região central e no Setor Campinas, expandiu-se para outros bairros com a inauguração do Shopping Flamboyant em 1981 e o Goiânia Shopping no Setor Bueno em 1995, marcando a descentralização das atividades comerciais.

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José Ronaldo Alves Leite, comerciante do Setor Aeroviário desde 1988, recorda as dificuldades enfrentadas com a alta inflação no Brasil naquela época e as mudanças no relacionamento com os clientes, evidenciando a evolução do mercado local.

Além disso, o setor supermercadista passou por transformação ao longo dos anos. A modalidade varejista com prateleiras abertas em livre escolha do consumidor se consolidou na década de 1950, seguida pelo crescimento das redes e, posteriormente, do modelo "atacarejo" nas últimas décadas, segundo Augusto Almeida e Sirlei Antônio do Couto, da Associação Goiana de Supermercados (Agos).

Indústria, construção e mercado imobiliário

A indústria em Goiânia ganhou destaque principalmente nos segmentos de alimentos e confecções, especialmente na Região da 44, reconhecida nacionalmente como o segundo maior polo de distribuição de moda do país, com mais de 13 mil pontos de venda.

O crescimento do setor da construção civil associou-se à valorização do mercado imobiliário local, impulsionado em grande parte pelos recursos gerados pelo agronegócio, segundo Edson Roberto Vieira, superintendente do IBGE em Goiás, e Felipe Melazzo, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).

Atualmente, o mercado imobiliário goianiense é o terceiro maior do Brasil, representando mais de 10% da arrecadação anual do município e empregando 20% da força de trabalho industrial.

Educação e aumento da renda

A fundação da Universidade Federal de Goiás (UFG) em 1960 foi marco fundamental para o avanço educacional da região, contribuindo para o aumento da oferta de profissionais qualificados e estimulando o crescimento econômico local.

Os dados do IBGE revelam que o rendimento médio mensal dos trabalhadores em Goiânia alcançou R$ 5.496 no segundo trimestre de 2026, o que representa o sexto maior valor entre as capitais brasileiras e um aumento de 35,6% em 14 anos, comparado a 2012.

Perspectivas para o futuro com tecnologia

Especialistas concordam que a modernização da economia goianiense continuará pela incorporação da inteligência artificial em diferentes setores, da educação à saúde, passando pelo comércio e serviços especializados. Essa inovação deve aumentar a produtividade e gerar empregos de melhor qualidade, beneficiando também pequenos negócios e ampliando oportunidades para a população.

Sirlei Antônio destaca a automação crescente, incluindo o uso de caixas de autoatendimento em supermercados, como exemplo da adaptação do mercado local à tecnologia.

Assim, Goiânia se apresenta como uma capital com múltiplas vocações econômicas e grande potencial de crescimento, mantendo a diversificação e enfocando a capacitação para enfrentar os desafios modernos.

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