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Goiânia faz 93 anos com concurso de nome

A capital de Goiás celebra 93 anos destacando sua criação entre resistências políticas e design urbano inspirado em modelos franceses e alemães.

Goiânia completa 93 anos neste sábado (24), reunindo curiosidades marcantes sobre sua fundação, como a realização de um concurso para escolha do nome, resistência política contra a transferência da capital e contribuições de arquitetos e urbanistas internacionais.

Segundo relato da historiadora e urbanista Maria Narcisa de Abreu, houve forte oposição na antiga cidade de Goiás à mudança da capital. Essa resistência levou à construção emergencial de um prédio em cerca de dois meses na nova capital, que serviu como primeira sede da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).

O nome Goiânia foi escolhido pelo então interventor federal Pedro Ludovico Teixeira, apesar de um concurso promovido pelo jornal "O Social" em 1933 ter apontado Petrônia como vencedor com mais de 100 votos, contra 10 para Goiânia. A decisão de Pedro Ludovico reflete seu perfil humilde e idealista, que preferia nomear a cidade sem homenagens diretas.

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O projeto urbanístico da capital foi influenciado pelo modelo de urbanismo do Rio de Janeiro dos anos 1920, com participação indireta do arquiteto francês Alfred Agache, importante referência nos projetos modernos e no estilo Art Déco aplicado em Goiânia. Embora Agache não tenha atuado diretamente na obra, a responsabilidade das construções ficou com Attilio Corrêa Lima, recomendado pela sociedade de urbanistas franceses.

Participações marcantes também vieram do urbanista Armando de Godoy e do alemão Ewald Janssen, que contribuiu para o planejamento do Setor Pedro Ludovico e trouxe preocupação ambiental, sugerindo locais como o Jardim Botânico. A capital dominou formas arquitetônicas que preservam influências francesa, inglesa e egípcia, propagando um design artístico emergente no período pós-Primeira Guerra Mundial.

Em discurso realizado no Teatro Goiânia em julho de 1942, Pedro Ludovico apontou motivos para a transferência da capital, citando problemas no saneamento e limitações para a expansão da antiga cidade, além do declínio da indústria do ouro na região.

Atualmente, Goiânia conta com 1,4 milhão de habitantes (dados de 2025) e mantém seu patrimônio histórico e cultural através de espaços vibrantes que evidenciam o nível de planejamento inicial, como parques e praças que preservam o estilo Art Déco, além de eventos culturais como a Feira Hippie, que teve origem em bancas de artesanato e livros.

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