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Pazolini e Ferraço trocam acusações e apresentam propostas

No debate na TV Gazeta, candidatos ao governo do ES discutiram saúde, educação e segurança, com poucas promessas concretas e embates sobre facções e feminicídio.

O debate entre os candidatos Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) realizado pela TV Gazeta na quinta-feira (22) abordou temas como saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento econômico no Espírito Santo, em meio ao segundo turno das Eleições 2026. A mediação foi feita pela jornalista Rafaela Marquezine.

No início do encontro, Pazolini questionou Ferraço sobre a escassez de mais de dois mil policiais no estado, tema que motivou respostas sobre as ações já executadas para contratar novos efetivos. Ferraço destacou que o Espírito Santo possui a menor taxa de homicídios dos últimos 30 anos e afirmou a intenção de reduzir ainda mais esse índice.

O aumento de 18% nos casos de feminicídio no estado também foi tema do debate. Pazolini apontou o problema, enquanto Ferraço listou medidas como a inauguração de casas abrigo e centros de acolhimento para mulheres. Ambos discutiram ainda a ausência de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Vitória, capital que Pazolini administrou como prefeito.

Sobre segurança pública, o tema das facções criminosas ganhou destaque. Ferraço criticou a demora na realização de concursos públicos para a área durante a gestão de Pazolini, que, por sua vez, admitiu o crescimento dessas organizações no estado e prometeu recompor os quadros da Polícia Civil e Militar.

Em relação ao desenvolvimento econômico, Pazolini destacou a estabilidade jurídica de Vitória durante seu mandato e questionou as estratégias do estado para atrair investimentos e gerar emprego e renda. Ferraço rebateu ressaltando que o Espírito Santo cresce o dobro da média nacional, com a implantação de programas de qualificação profissional, como Qualificar ES e Qualificar Mulher.

No âmbito educacional, Ferraço questionou Pazolini sobre propostas para valorização dos professores e construção de escolas cívico-militares, citando avanços do atual governo como a construção de 252 escolas de tempo integral e climatizadas. Pazolini afirmou compromisso com aumento salarial acima da inflação.

Na área da saúde, a longas filas para exames e consultas foram citadas, com Pazolini mencionando que mais de 417 mil capixabas aguardam atendimento por períodos superiores a 348 dias. Ele ainda comprometeu-se a implementar programas para famílias com membros neuroatípicos e criticou o estado precário do Hospital Infantil de Vitória. Ferraço, por sua vez, garantiu a expansão da capacidade hospitalar com obras em andamento.

O debate contou ainda com trocas de acusações pessoais, como a denúncia da Polícia Federal contra Pazolini por calúnia e difamação, respondida com a menção a outra denúncia contra o ex-governador.

Nas considerações finais, Ferraço posicionou-se como defensor da continuidade e aperfeiçoamento das políticas públicas atuais, ressaltando experiência administrativa e compromisso com a população capixaba, especialmente mulheres, jovens e idosos. Já Pazolini destacou sua trajetória pessoal e compromisso com uma gestão pautada no diálogo, na mudança social e no cuidado com as áreas de vulnerabilidade, conclamando os eleitores a confiar em seu projeto para proporcionar avanços em saúde, segurança e políticas públicas no estado.

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