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Cinco policiais viram réus pela morte de jovem em abordagem com

Justiça aceita denúncia do Ministério Público contra cinco PMs envolvidos na morte de Danilo Lipaus Matos durante ação policial em 2025.

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo e tornou cinco policiais militares réus pela morte de Danilo Lipaus Matos, de 20 anos, durante uma abordagem em Colatina, ocorrida na madrugada de 1º de fevereiro de 2025. O jovem foi atingido por cinco tiros após os policiais efetuarem mais de 40 disparos contra o veículo Fiat Strada branco que conduzia.

Dos cinco réus, três respondem por homicídio consumado e dois por tentativa de homicídio. Todos são acusados de agir com dolo eventual. O processo corre em segredo de Justiça, e foram determinadas medidas cautelares aos envolvidos, além de reparação mínima por danos morais à família da vítima.

Cronologia dos fatos e investigação

De acordo com a apuração, Danilo não parou em quatro tentativas de abordagem policial, iniciadas a partir das 0h07. Em uma das abordagens, por volta de 00h11, dois policiais dispararam pelo menos cinco vezes contra o veículo, alegando legítima defesa. Câmeras de segurança registraram as ações e auxiliaram na investigação.

Policiais militares estavam em busca de suspeitos de um roubo ocorrido três dias antes em outra cidade. Acreditando que o jovem e seus amigos poderiam estar envolvidos, os policiais iniciaram as abordagens. No entanto, a Polícia Civil concluiu que a morte foi causada por uma sequência de erros e uma legítima defesa ilusória, já que não havia real ameaça.

Em depoimentos, um policial disse ter visto um objeto semelhante a uma arma no colo do passageiro, mas o amigo de Danilo, que estava no veículo, relatou não saber explicar o que foi descartado pela janela durante a fuga.

Policiais envolvidos e defesa

Conforme boletim da Polícia Militar, seis policiais participaram da ação, mas apenas cinco foram denunciados pelo Ministério Público. Entre eles estão o sargento Renan Pessimílio, os cabos Roberth Willian Meirelles, Bill Guidoni Ferrari, Rodrigo de Jesus Oliveira e os soldados Eduardo Nardi Ferrari e Ramon Lucas Rodrigues Souza.

A defesa do sargento Rodrigo de Jesus Oliveira afirmou que ele agiu sob a percepção de perigo real, citando rompimentos sucessivos de bloqueios policiais, comunicações de prioridade e disparos de arma de fogo durante o ocorrido. O advogado declarou que apresentará provas e argumentos à Justiça.

Até o momento, as defesas dos demais policiais não foram localizadas para comentar o caso.

Contexto e consequências

A investigação foi conduzida inicialmente em Colatina e posteriormente transferida para a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) em Vitória. O caso continua em tramitação sigilosa, aguardando novos desdobramentos judiciais.

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