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Motorista de app fica 3 horas como refém e sofre agressões no ES

Motorista de 57 anos foi obrigado a fazer transferências Pix e foi ameaçado durante assalto em Vitória.

Um motorista de aplicativo de 57 anos foi feito refém por cerca de três horas na noite dessa quarta-feira (28) durante um assalto envolvendo três adolescentes na Grande Vitória, Espírito Santo. A vítima foi agredida com coronhadas e ameaçada de morte, além de ser obrigada a realizar transferências bancárias via Pix que totalizaram R$ 1,4 mil.

Segundo informações da Polícia Militar, os jovens de 16 e 17 anos embarcaram com o motorista no bairro Jardim Carapina, na Serra, com destino ao Jardim Camburi, em Vitória, trajeto que normalmente dura cerca de 15 minutos. No entanto, durante o percurso, eles mantiveram a vítima sob domínio por aproximadamente três horas.

O motorista gravou em seu celular o momento em que acende a luz interna do veículo para receber o pagamento da corrida via Pix, quando começou a ser agredido. Ele relatou que um dos adolescentes sacou uma arma, outro apertou seu pescoço e tampou-lhe a boca, enquanto o ameaçavam verbalmente.

Após o período de cativeiro, a vítima foi abandonada na Rodovia das Paneleiras, em Vitória. Sozinho, ele caminhou até a Avenida Fernando Ferrari, onde conseguiu encontrar uma equipe da Polícia Militar e forneceu informações sobre o veículo e os agressores.

Com base nas descrições dadas, os policiais localizaram dois dos jovens nas proximidades do carro. Eles tentaram fugir, mas foram capturados. O terceiro adolescente foi encontrado em uma área de mata próxima. O carro e o celular do motorista foram recuperados e devolvidos.

A vítima recebeu atendimento médico, passou por exames e levou dois pontos na cabeça, além de apresentar escoriações na testa causadas pelas agressões. Os adolescentes foram levados à Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) e responderão por atos infracionais análogos a roubo qualificado e extorsão mediante restrição da liberdade da vítima.

Em seguida, foram encaminhados ao Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo (Ciase) para as providências cabíveis conforme a legislação para menores infratores.

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