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Hospital em Vitória usa gavião para afastar pombos

Shiluba, um gavião de 6 anos, é empregado no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes para afastar pombos e proteger pacientes vulneráveis.

O Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), localizado em Vitória, Espírito Santo, adotou há cerca de quatro meses um método natural para controlar a população de pombos em suas áreas externas. A unidade conta com a ajuda de um gavião macho de 6 anos chamado Shiluba, da espécie asa-de-telha (Parabuteo unicinctus), que realiza voos estrategicamente planejados para afastar as aves. Essa iniciativa tem como objetivo prevenir riscos à saúde de pacientes vulneráveis, causados pelas fezes dos pombos, que podem transmitir fungos, bactérias e parasitas.

Antes da implantação do projeto, um censo registrou aproximadamente 60 pombos no entorno do hospital, especialmente em telhados e beirais. Medidas convencionais, como o fechamento de pontos de entrada e campanhas de conscientização, não foram suficientes para conter a proliferação das aves. Assim, foi contratada uma empresa especializada em falcoaria — técnica que utiliza aves de rapina treinadas para afastar outras espécies — para executar o trabalho com Shiluba.

Técnica baseada na relação natural de predador e presa

Segundo o médico-veterinário Gabriel Furtado, coordenador do projeto de falcoaria no hospital, o método aproveita o instinto natural do gavião como predador dos pombos, provocando um afastamento efetivo das aves. As rondas são realizadas preferencialmente no início da manhã, quando os pombos estão menos ativos, e podem ocorrer também no período da tarde conforme a necessidade.

O gavião pesa cerca de 500 gramas, peso cuidadosamente controlado para garantir a agilidade e eficiência durante os voos. A alimentação é calculada diariamente considerando o gasto energético previsto para o animal, assegurando um desempenho ideal. Essa atenção é fundamental para que Shiluba mantenha interesse e responda adequadamente aos estímulos do seu trabalho.

Resultados e cuidados ambientais

Desde o início das ações, já houve redução perceptível no número de pombos, o que motivou a realização de um novo censo para reavaliar a população e ajustar a frequência das rondas, atualmente quinzenal. Essa estratégia de baixo impacto ambiental também evita afetar outras espécies de aves menores que não se intimidam com o predador.

Além do hospital, Shiluba também atua no Aeroporto de Vitória, integrando uma equipe de aves que realizam rondas frequentes para minimizar riscos causados por pombos em áreas aeroportuárias.

Prevenção e colaboração da comunidade

O hospital reforça orientações para que pacientes, funcionários e visitantes evitem alimentar os pombos e descartem corretamente restos de comida, reduzindo assim o atrativo para as aves. Técnicas de conscientização são promovidas para apresentar o trabalho de Shiluba e esclarecer sobre a importância da colaboração da comunidade.

É recomendado ainda que ninguém tente tocar no gavião durante as atividades e que siga as instruções da equipe encarregada do manejo.

Tags: Hospital Universitário Cassiano Antônio MoraesVitóriacontrole de pombosfalcoariameio ambiente

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