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Minoritários da Braskem pedem espaço na renegociação

Detentores de CRAs reclamam exclusão da mesa de renegociação da dívida da Braskem, que soma R$ 55 bilhões e busca acordo com grandes credores.

Investidores que possuem Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) lastreados em dívidas da Braskem têm manifestado insatisfação por não terem sido incluídos nas negociações para a reestruturação da dívida da petroquímica, que totaliza R$ 55 bilhões.

A Braskem optou por conduzir as negociações com um grupo formado majoritariamente por grandes credores, incluindo detentores de bonds e fundos locais com debêntures, representando cerca de R$ 39 bilhões do total devido. Entre os excluídos desse processo estão os investidores de CRAs, que representam menos de 2% do montante da dívida.

Demandas dos investidores de varejo

Os detentores de CRAs, defendidos pelo escritório Felsberg Advogados e pela consultoria Journey Capital, têm solicitado maior participação nas conversas para assegurar que a estrutura do acordo seja viável para investidores pulverizados no mercado local. Luiz Fabiano Saragiotto, sócio da Journey Capital, destacou a importância de envolver esses credores para promover um acordo abrangente e executável.

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Propostas divergentes para o acordo

Documentos divulgados recentemente indicam avanços na aproximação das propostas entre a Braskem e o grupo de grandes credores, embora ainda haja divergências substanciais sobre valores. Ambos os lados propuseram uma oferta de ações a US$ 2,25 bilhões e conversão de parte da dívida em participação acionária.

A proposta da Braskem prevê a participação dos principais acionistas com aporte de US$ 1,2 bilhão dividido em duas parcelas, além de uma possível injeção adicional em 2029. Já a contraproposta dos credores exige desembolso integral de US$ 1,85 bilhão e garantias mais amplas sobre ativos, incluindo operações no Brasil, Estados Unidos, Europa e participação na Braskem Idesa no México.

Perspectivas para a conclusão do acordo

Com a aproximação do término do período eleitoral, espera-se que o ritmo das negociações acelere. A Braskem alerta que, sem a efetivação do acordo, seu caixa livre poderá ficar deficitário em US$ 1,3 bilhão até o final do ano e chegar a um déficit de US$ 7,8 bilhões em 2031.

Até o momento, a Braskem reafirma seu compromisso com o diálogo aberto e não comentou diretamente as demandas dos investidores de varejo. A empresa tem prazo até 22 de novembro para apresentar um plano definitivo com o suporte da maioria dos credores financeiros envolvidos.

Tags: BraskemCRAdívidainvestidoresreestruturação

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