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Júri do Missouri decide a favor da Bayer no caso Roundup

Tribunal do Missouri rejeita alegações de câncer devido ao uso do herbicida Roundup, da Bayer.

Martelo da Justiça.
Martelo da Justiça. — Foto: Reprodução

Um júri do estado do Missouri, nos Estados Unidos, decidiu a favor da Bayer em um processo movido por três mulheres que alegavam ter desenvolvido linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer do sistema linfático, pelo uso do herbicida Roundup.

O júri rejeitou as acusações de que o produto apresentava defeitos de fabricação e que não deveria ter sido comercializado. Desde 2018, a Bayer já gastou mais de 10 bilhões de dólares em litígios relacionados aos efeitos do glifosato, substância ativa do Roundup.

A empresa, que adquiriu o grupo agroquímico Monsanto responsável pelo Roundup, sustenta sua posição citando estudos científicos e a aprovação de órgãos reguladores dos EUA e da União Europeia, que indicam que o herbicida é seguro para uso.

Contexto regulatório e judicial

Esta é a primeira decisão judicial favorável à Bayer desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos manifestou posição favorável à companhia em junho, subsidiada pela decisão da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) de liberar o herbicida para comercialização sem necessidade de rótulos de advertência.

Bill Dodero, diretor jurídico da Bayer nos EUA, ressaltou que a sentença envia um forte sinal aos autores de novas ações judiciais que terão desafios significativos para apresentar suas reivindicações.

Acordo para encerrar processos

A Bayer busca encerrar os processos judiciais restantes por meio de um acordo coletivo no valor de 7,25 bilhões de dólares, aproximando-se de R$ 39 bilhões, para resolver as demandas relacionadas ao uso do Roundup.

Tags: BayerEUAGlifosatoJustiçaRoundup

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