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Empregos formais caem 43% em setembro de 2026, pior resultado desde 2020

Ministério do Trabalho aponta pior resultado para setembro desde 2020, com queda significativa na geração de vagas com carteira assinada.

Setor de serviços foi o que mais criou empregos
Setor de serviços foi o que mais criou empregos — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O Brasil gerou 121,3 mil empregos formais em setembro de 2026, número divulgado pelo Ministério do Trabalho e do Emprego nesta quarta-feira (4). Esse resultado indica uma queda de 43,5% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram criadas cerca de 214,6 mil vagas com carteira assinada.

Esse foi o pior desempenho para meses de setembro desde o começo da série histórica em 2020, com queda acentuada na geração de empregos formais. Segundo a pasta federal, a mudança na metodologia de cálculo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) impede comparação adequada com dados anteriores a 2020.

Análise da geração de empregos no ano

De janeiro a setembro de 2026, o país criou 1,25 milhão de empregos com carteira assinada. Esse volume representa uma redução de 27,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,73 milhão de vagas. Esse é o pior desempenho para os nove primeiros meses de um ano desde 2020, período da pandemia que registrou fechamento de 775 mil vagas formais.

Setores e regiões

Os dados do Caged mostram que, em setembro, a criação de empregos ocorreu em quatro dos cinco setores da economia, além de registrar expansão nas cinco regiões do Brasil. O setor de serviços foi o principal destaque na geração de vagas no mês.

Salário médio real de admissão

O salário médio real de admissão em setembro ficou em R$ 2.429,41, apresentando uma leve queda frente a agosto, quando foi registrado R$ 2.430,51, ambos ajustados pela inflação. No entanto, houve aumento na comparação com setembro de 2025, cujo valor médio foi de R$ 2.384,50.

Contexto do mercado de trabalho

O Caged contabiliza exclusivamente trabalhadores formais com carteira assinada e não inclui o mercado informal, o que impede comparações diretas com os dados sobre desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, o menor para o período desde 2012.

Tags: CagedMinistério do Trabalhoemprego formalmercado de trabalhosalário médio

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