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Golpe no DF promete cirurgia plástica pela SUS e vítimas pagam até R$ 3 mil

Mulheres do Distrito Federal denunciam golpe que promete cirurgias gratuitas pelo SUS e cobra valores para materiais.

Mulheres do Distrito Federal denunciaram um golpe que prometia cirurgias plásticas gratuitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas cobrava até R$ 3 mil por materiais usados nos procedimentos. O suposto mutirão de Outubro Rosa, que nunca existiu oficialmente, oferecia cirurgias de redução das mamas e colocação de próteses de silicone por meio de um falso projeto social vinculando-se à Secretaria de Saúde.

Mais de 30 mulheres chegaram a integrar um grupo de WhatsApp para organizar as cirurgias. Acusada enviou fotos da cirutifia de uma das mulheres.
Mais de 30 mulheres chegaram a integrar um grupo de WhatsApp para organizar as cirurgias. Acusada enviou fotos da cirutifia de uma das mulheres. — Foto: Arquivo Pessoal

As vítimas relataram que a oferta foi divulgada entre conhecidas, com grupos em WhatsApp organizando mais de 30 mulheres interessadas. Inicialmente, as cirurgias seriam feitas no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), mas foram desmarcadas e remarcadas em locais e com equipes diferentes, aumentando as suspeitas.

Golpista oferta cirurgias de redução das mamas e colocação de próteses de silicone por meio de um falso projeto social que dizia estar vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Golpista oferta cirurgias de redução das mamas e colocação de próteses de silicone por meio de um falso projeto social que dizia estar vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS). — Foto: Arquivo pessoal

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal alertou que todos os atendimentos, exames e cirurgias pelo SUS são gratuitos, e orientou a população a não fazer pagamentos para acessos ou procedimentos de saúde.

No esquema denunciado, uma mulher chamada Tayna Regina Oliveira Castro teria sido responsável por organizar os procedimentos e receber os valores pagos pelas vítimas para cobrir custos dos materiais, principalmente as próteses mamárias.

Uma das vítimas chegou a passar por consulta com um médico particular indicado no suposto projeto, que negou qualquer vínculo com a iniciativa e afirmou estar sendo usado indevidamente. O médico informou que pretende tomar medidas judiciais devido à associação falsa ao caso.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso, registrado como estelionato na 29ª Delegacia de Polícia, e a Secretaria de Saúde informou que colaborará com as investigações.

Os órgãos recomendam que denúncias de golpes e cobranças irregulares sejam feitas à Polícia Civil ou à Ouvidoria do GDF pelo telefone 162 ou pelo portal Participa DF (www.participa.df.gov.br).

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