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Itamaraty amplia diversidade com diplomatas indígenas e quilombola na nova turma

Turma de 60 diplomatas tem 27 representantes de minorias e o maior percentual de mulheres, com 45%.

Idjahure Achkar de Mendonça Pinto, Helen Jaine Gomes Borgens e Marcelo Kariri Meneses foram aprovados no curso de diplomacia.
Idjahure Achkar de Mendonça Pinto, Helen Jaine Gomes Borgens e Marcelo Kariri Meneses foram aprovados no curso de diplomacia. — Foto: Reprodução

Foi realizada nesta quarta-feira (4) a posse dos novos diplomatas no Ministério das Relações Exteriores, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Pela primeira vez, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) reservou vagas específicas para indígenas e quilombolas, ampliando a representatividade no serviço diplomático brasileiro.

Idjahure Kadiwel
Idjahure Kadiwel — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A turma atual do Instituto Rio Branco é composta por 60 diplomatas, dos quais 27 pertencem a grupos historicamente sub-representados, incluindo 17 pessoas negras, sete com deficiência, dois indígenas e uma quilombola.

Marcelo Kariri Meneses
Marcelo Kariri Meneses — Foto: Redes Sociais

Além disso, essa é a turma com maior participação proporcional de mulheres na história do Itamaraty, com 45% do total.

Indígenas e quilombola presentes na diplomacia

Os dois indígenas aprovados são Marcelo Kariri Meneses, do povo Kariri, e Idjahure Achkar de Mendonça Pinto, do povo Terena. Marcelo é engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e doutorando em Antropologia Social, enquanto Idjahure é doutorando em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP).

A primeira mulher quilombola aprovada na carreira diplomática é Helen Jaine Gomes Borgens, de 25 anos, natural de Goiânia, integrante da comunidade quilombola do Retiro, em Simolândia (GO). Helen se formou em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em 2025 e dedicou-se aos estudos para o concurso após a graduação.

A presença desses representantes marca a ampliação da diversidade no Itamaraty, que também conta com participação de pessoas negras e com deficiência.

Cerimônia e importância da posse

A cerimônia contou com a participação da ministra substituta das Relações Exteriores, embaixadora Maria Laura da Rocha; do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; e da ministra da Igualdade Racial, Rachel de Oliveira. O orador foi o escritor Ailton Krenak, o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras.

O salário inicial para os diplomatas é de R$ 22.558 e todas as cinco regiões do país estão representadas nessa turma.

Tags: DiplomaciaIndígenasItamaratyMulheresdiversidadequilombolas

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