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Ex-PM em situação de rua é preso por agredir mulher com deficiência

Homem de 46 anos que saiu do presídio em outubro foi detido por violência doméstica contra mulher de 56 anos, que tem medida protetiva contra ele.

1 de 3 Vista aérea de Brasília
1 de 3 Vista aérea de Brasília — Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Um homem de 46 anos, ex-policial militar do Mato Grosso e atualmente em situação de rua, foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira (27) sob suspeita de violência doméstica contra sua companheira, uma mulher de 56 anos com deficiência intelectual. A prisão ocorreu após o indivíduo descumprir uma medida protetiva obtida pela família da vítima, que também conseguiu sua interdição judicial.

Segundo investigações da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin), o suspeito, expulso da corporação por comportamento agressivo, possuía histórico de agressões contra a parceira ao longo dos últimos anos. A mulher e a mãe dela, de 83 anos, relataram ameaças e agressões contínuas, incluindo um episódio em que a vítima teve a boca quebrada.

Depoimentos indicam que o homem havia saído do presídio no início de outubro e retornou a procurar a companheira, desrespeitando as ordens judiciais. Os relatos apontam ainda tentativas anteriores do suspeito de invadir a residência da família da vítima, danos ao condomínio e ameaças telefônicas contra a mulher e sua mãe.

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A Polícia Civil informou que o homem responde a 17 inquéritos no Distrito Federal, envolvendo crimes como furto, tráfico de drogas e infrações relacionadas à Lei Maria da Penha, além de registros de violência doméstica no Mato Grosso.

A vítima, que está sob curatela definitiva, reconheceu o relacionamento com o homem e admitiu ter sido por ele agredida diversas vezes, embora tenha afirmado que o companheiro atualmente estaria "tranquilo" e sem uso de drogas. Familiares da mulher expressaram receio contínuo devido à agressividade dele, que reagia quando a mulher tentava romper o relacionamento.

A prisão preventiva foi solicitada e autorizada pela 2ª Vara Criminal de Águas Claras, fundamentada no risco real de novas agressões, objetivando garantir a segurança da vítima e de seus familiares.

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