Roger Henri morre aos 71 anos e deixa legado em músicas de novelas da Globo
Compositor e maestro fluminense faleceu vítima de infarto; suas músicas marcaram trilhas sonoras de novelas e minisséries da TV Globo.
Roger Henri Barroso Huthmacher, conhecido pela vasta contribuição na música para televisão brasileira, faleceu na última sexta-feira (6) aos 71 anos em Miguel Pereira (RJ). O compositor, maestro e produtor musical morreu vítima de infarto enquanto dormia, marcando o fim de uma carreira de destaque na criação musical para novelas e minisséries da TV Globo nas décadas de 1990 e 2000.
Henri iniciou sua trajetória profissional na década de 1970, compondo a trilha sonora do curta-metragem "O mágico" (1978). Em 1983, ingressou na TV Globo como maestro e produtor musical, onde também criou vinhetas para programas como "Globo Repórter" e "Supercine".
Seu trabalho para a teledramaturgia ficou marcado por canções que foram gravadas por grandes artistas brasileiros. Em 1992, Nana Caymmi registrou "Deixa ficar", composição feita por Roger Henri em parceria com Vera Cordovil, para a minissérie "Tereza Batista". Na mesma época, Danilo Caymmi gravou "Esse amor", parceria de Henri com Dudu Falcão, para a novela "Pedra Sobre Pedra".
Outros nomes de destaque também interpretaram suas composições: Simone gravou "Valsa do desejo" (letra de Aldir Blanc) para a novela "Força de um desejo" (1999), enquanto Daniela Mercury colocou voz em "O amor pra mim", parceria com Dudu Falcão para a mesma novela. Em 2001, Elba Ramalho interpretou "Entre o amor e o mar", feita para a novela "Porto dos Milagres".
Além da criação de canções para novelas e minisséries, Roger Henri foi parceiro em obras como "Palco Azul", gravada por Sandra Sá em 1981, e assinou arranjos para projetos importantes, incluindo o arranjo do Hino Nacional Brasileiro gravado por Fafá de Belém. Sua obra ainda está presente em minisséries como "Desejo" e "Boca do Lixo" (ambas de 1990), reafirmando o impacto de sua arte na televisão.
Apesar de sua ampla influência, o compositor raramente apareceu para o grande público, chegando a se descrever como "homem invisível" no cenário musical. Contudo, seu legado permanece sólido e reconhecido no universo da música brasileira feita para a televisão.
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