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Mais de 200 escritoras francesas denunciam sexismo nos prêmios literários

Escritoras francesas criticam a exclusão feminina nos principais prêmios literários do país em artigo no Libération.

Mais de 200 escritoras francesas, incluindo a Nobel Annie Ernaux e Virginie Despentes, manifestaram nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, sua indignação com o sexismo que, segundo elas, está presente nos principais prêmios literários da França. A manifestação veio através de um artigo de opinião publicado no jornal Libération.

As autoras criticam o sistema de premiação, que em 2026 concedeu todos os cinco principais prêmios a homens, entre eles o Goncourt, Renaudot, Femina, Médicis e o Grande Prêmio da Academia Francesa. Elas afirmam que esse modelo não representa a riqueza e diversidade da literatura contemporânea.

Premiações recentes e críticas das escritoras

Embora algumas escritoras tenham recebido prêmios de menor repercussão, como Anne Godard, vencedora do Prêmio Décembre, e Lucie Rico, premiada com o Prêmio de Flore, elas destacam que a estrutura de julgamento mantém-se dominada por um sistema patriarcal. Segundo as signatárias, a nomeação dos membros dos júris costuma ocorrer entre pares, que permanecem nas posições por longos períodos, favorecendo a cooptação de autoridades masculinas.

O artigo evidencia que o sexismo institucionalizado nesse meio cultural impede o reconhecimento da diversidade literária e limita a visibilidade das autoras mulheres.

Tags: Annie ErnauxFrançaPrêmios literáriosliteraturasexismo

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