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São Paulo

Vídeo registra vazamento de combustível após linha chilena cortar asa de avião em SP

Piloto conseguiu pousar em segurança após linha cortar asa de monomotor e causar vazamento de combustível em Bragança Paulista.

21/10/2026 às 00h12

Durante um voo no interior de São Paulo, uma linha chilena atingiu a asa de um avião monomotor, provocando o vazamento de combustível do tanque localizado nessa região da aeronave. O incidente ocorreu no último sábado (17) e foi registrado em vídeo, que mostra o combustível vazando após o corte na asa.

O piloto, Rudolph Ochsendorf, decolou do aeródromo de Atibaia e, ao perceber o dano, conseguiu pousar com segurança na pista de um condomínio aeronáutico em Bragança Paulista. Ele informou que o avião possuitanques de combustível em ambas as asas, e o tanque da asa esquerda continha combustível suficiente para realizar o voo de sete minutos até o destino final.

“Meu problema seria perder todo o combustível antes de chegar, mas como tinha o tanque da asa esquerda com aproximadamente 30 minutos de voo, me senti seguro para concluir a trajetória”, explicou o piloto. A linha cortante foi encontrada posteriormente na cabeceira da pista.

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Após o pouso, as imagens dos danos foram enviadas ao fabricante da aeronave, que realizou avaliação técnica e confirmou que a estrutura do avião não foi comprometida. Ainda assim, o reparo na asa e no tanque de combustível foi estimado em torno de R$ 35 mil.

Riscos e lacunas na legislação sobre pipas próximo a aeroportos

Priscila Dower Mendizabal, gestora de segurança operacional em aviação, destacou que linhas cortantes, como a linha chilena e o cerol, podem atingir partes essenciais da aeronave, comprometendo a segurança dos voos. Ela também ressaltou que não existem normas específicas que estipulem distância mínima para soltar pipas perto de aeroportos, ao contrário das regulamentações para drones.

“Não há legislação que proíba soltar pipa próximo a aeroportos. Existe para os drones, e essa regra poderia ser uma analogia para as pipas”, afirmou Priscila. Apesar da ausência de regra clara sobre local de soltura, o uso de linhas cortantes é proibido por lei.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reforça que soltar pipas nas proximidades de aeroportos e aeródromos pode colocar em risco a segurança do transporte aéreo. Por esse motivo, os operadores monitoram essas áreas e, quando necessário, acionam órgãos de segurança pública para evitar acidentes.

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