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São Paulo

Vale do Paraíba registra 45 medidas protetivas por dia em 2026 e alerta para sinais de relacionamento abusivo

Até agosto de 2026, Vale do Paraíba teve quase 11 mil medidas protetivas contra violência à mulher; saiba reconhecer abusos e onde buscar apoio.

Por 13/10/2026 às 15h39

O Vale do Paraíba registrou um total de 10.893 medidas protetivas entre janeiro e agosto de 2026, o que corresponde a uma média de cerca de 45 concessões por dia, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O número já se aproxima do total registrado em 2024, quando foram contabilizadas 10.974 medidas, e fica abaixo apenas de 2025, que apresentou 15.377 registros.

Chamando atenção para a situação da violência contra a mulher na região, dois casos graves ocorreram em São José dos Campos em um intervalo de dois dias. No domingo (11), um homem foi preso sob suspeita de tentativa de assassinato contra a companheira no Parque Industrial. A vítima relatou histórico de agressão física, ameaças e violência psicológica, inclusive na presença do filho do casal, de três anos.

Já na segunda-feira (12), uma mulher de 33 anos foi morta a facadas na Zona Leste da cidade. O companheiro dela foi detido em flagrante, sob suspeita de feminicídio.

Identificando sinais de relacionamento abusivo

De acordo com a advogada Anabel Pessôa, cofundadora do Instituto Maria da Penha, a violência nem sempre começa com agressões físicas evidentes. Comportamentos como isolamento da mulher de amigos e familiares, monitoramento constante, ameaças, humilhação e restrição financeira são indicativos importantes de relacionamento abusivo e devem ser reconhecidos como formas de violência.

Ela destaca que essas atitudes de controle são frequentemente confundidas com demonstrações de amor ou cuidado, mas podem ser o prenúncio de situações mais graves. Por isso, a mulher não precisa esperar a ocorrência de agressões físicas para buscar orientação e ajuda.

Locais para buscar ajuda na região

Mulheres que se sintam ameaçadas ou estejam em situação de violência podem procurar os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) em São José dos Campos para receber amparo e apoio.

Além disso, há organizações especializadas na região para acolhimento, como a Casa da Mulher Zeila Pozzatti, em Guaratinguetá.

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