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São Paulo

Rio Grande em Colômbia (SP): características e tragédia com caminhonete afundada que resultou em duas mortes

O Rio Grande, curso d’água de 1,2 mil km que passa por Colômbia (SP), foi palco de acidente fatal envolvendo três jovens.

19/10/2026 às 20h24
1 de 6 Cheia do Rio Grande em Colômbia, SP
1 de 6 Cheia do Rio Grande em Colômbia, SP — Foto: Reprodução/EPTV

O Rio Grande, que nasce na Serra da Mantiqueira em Minas Gerais e percorre aproximadamente 1,2 mil quilômetros até se juntar ao Rio Paranaíba formando o Rio Paraná, foi cenário de um grave acidente em Colômbia, São Paulo. Na madrugada de sábado (17), uma caminhonete caiu no rio em um ponto de aproximadamente cinco metros de profundidade, localizado no embarcadouro da Orla Municipal da cidade.

O veículo estava ocupado por três jovens: Tiago Henrique de Matos Silva, de 23 anos, que dirigia, Pedro da Silva Firmino, de 17, e Lucas Torquato de Morais, de 21 anos. Após o acidente, todos conseguiram sair da caminhonete, mas Tiago e Pedro foram arrastados pela correnteza e morreram. Lucas, que não sabe nadar, sobreviveu agarrando-se a uma bomba de captação e conseguindo chegar à margem.

A profundidade citada corresponde somente ao local do acidente e não à totalidade do rio, cujas características variam conforme o trecho. A força da correnteza, o relevo, a presença de reservatórios e as condições climáticas influenciam no volume e no comportamento das águas. No momento do acidente chovia e a correnteza estava agitada, dificultando as buscas e a visibilidade subaquática.

Leia também: Corpo de segundo jovem que desapareceu no Rio Grande em Colômbia, SP, é encontrado pelos bombeiros

A bacia hidrográfica do Rio Grande engloba 393 municípios de Minas Gerais e São Paulo, com cerca de 9 milhões de habitantes, cobrindo aproximadamente 143,2 mil quilômetros quadrados. O sistema hídrico do rio conta com 12 reservatórios destinados à geração de energia elétrica, além de fornecer água para abastecimento, irrigação, criação de peixes, pesca e atividades turísticas.

Na região de Ribeirão Preto e Franca, o rio banha municípios como Rifaina, Igarapava, Miguelópolis, Guaíra e Colômbia. Os reservatórios formados pelas usinas hidrelétricas de Jaguara, Igarapava, Volta Grande, Porto Colômbia e Marimbondo transformam grandes trechos do rio em áreas semelhantes a lagos, enquanto em outros pontos o curso é mais estreito e com correnteza mais intensa.

Em Colômbia, o Rio Grande é um local de atividade importante para moradores e turistas, oferecendo pesca esportiva, turismo náutico e eventos ligados à pesca. A Orla Municipal é utilizada para lazer e acesso ao rio, contando com um embarcadouro para canoas e pequenas embarcações.

O acidente ocorreu quando os jovens, que estavam hospedados na região e retornavam à pousada após passeio, passaram por uma área iluminada próxima ao rio, acreditando que a rua contornava o Rio Grande. No entanto, a via terminava no embarcadouro, onde a caminhonete entrou na água a cerca de 45 km/h. Tentativas de frenagem foram insuficientes para evitar o acidente.

As equipes de resgate que atuaram nas buscas contaram com o apoio dos corpos de bombeiros de São Paulo e Minas Gerais, defesas civis, Polícia Militar, Samu e voluntários pescadores. Foram utilizadas canoas e sonares para localizar a caminhonete e os jovens desaparecidos. A caminhonete foi retirada do rio no sábado à tarde. Os corpos das vítimas foram encontrados em locais próximos nas seguintes datas: Tiago no domingo (18) e Pedro na manhã de segunda-feira (19).

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