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São Paulo

Professora é afastada em Potirendaba após fazer comentários discriminatórios sobre fascismo em sala de aula

Uma professora da rede municipal de Potirendaba foi afastada após fazer declarações racistas e associar cenário político atual ao regime fascista em aula com crianças.

21/10/2026 às 21h26

Uma professora da rede municipal de Potirendaba (SP) foi afastada das atividades na quarta-feira (21) depois de ser gravada fazendo comentários discriminatórios e relacionando o regime fascista a um possível cenário político atual, tudo durante uma aula com alunos de 11 anos. A situação gerou uma apuração rigorosa por parte da Prefeitura local.

As declarações foram registradas por uma câmera de segurança da escola onde a docente falava aos estudantes sobre os riscos de um governo fascista, mencionando inclusive candidatos presidenciais. Em determinado momento, a professora afirma que, sob esse regime, “pouca gente sobreviveria”, fazendo referências dirigidas a alunos que se enquadrariam em grupos considerados de risco, com base na cor de pele e características físicas.

Um dos episódios mais graves ocorreu quando a professora disse a um aluno que ele “estaria com um pezinho na senzala”, referindo-se à condição racial do estudante. Outra criança questionou se morreria sob o regime fascista, e a professora confirmou afirmativamente.

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Pronunciamento e medidas da Prefeitura

A prefeita Gislaine Montanari Franzotti acionou um procedimento administrativo assim que tomou conhecimento do caso, após uma mãe relatar que sua filha voltou para casa abalada e chorando após as falas da professora. A Prefeitura informou que solicitou análise das imagens, instaurou apuração rigorosa e envolveu o Ministério Público do Trabalho, a Justiça da Infância e Juventude e outras autoridades para as providências cabíveis.

Em nota oficial, o Poder Executivo municipal destacou a incompatibilidade dos atos com os princípios que devem orientar o ambiente escolar, ressaltando que a escola deve ser local de respeito, segurança emocional e formação cidadã. O estudo de períodos históricos como o nazismo e o holocausto, segundo o comunicado, deve ser feito com responsabilidade pedagógica, sem discriminações ou intimidações.

Contexto das declarações

Segundo o vídeo, a professora relacionou o risco de ascensão do fascismo ao que seria defendido por algumas forças políticas atuais, citando nominalmente o deputado Flávio Bolsonaro e seu pai, Jair Bolsonaro. Ela descreveu o fascismo como uma ideologia de extrema-direita que prega “Deus, pátria e família” e associou esse contexto a um regime que privilegiaria pessoas brancas e ricas.

A identidade da professora não foi divulgada oficialmente, e o g1 tentou contato com sua defesa sem sucesso até o momento.

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