Advogado é investigado por usar nome de promotor para cobrar R$ 300 mil de assessor parlamentar
Advogado Paulo Roberto Quissi é acusado de extorsão usando identidade falsa de promotor para cobrar R$ 300 mil de assessor investigado; defesa nega.
Em São Paulo, o advogado Paulo Roberto Quissi está sendo investigado por suposto golpe contra o assessor parlamentar Matheus Borges, que é investigado por improbidade administrativa. Conforme apurado, Quissi teria usado indevidamente o nome do promotor Werner Dias de Magalhães para cobrar R$ 300 mil da vítima sob a alegação de que o pagamento evitaria sua prisão e o arquivamento do processo.
Segundo a denúncia, em maio de 2026, o assessor recebeu uma comunicação do advogado informando sobre uma intimação para prestar depoimento. No local, Quissi teria conversado com o promotor, cuja participação no episódio foi negada pelo próprio Werner Dias. Após essa reunião, o advogado teria cobrado uma quantia financeira para evitar a prisão de Borges.
Matheus Borges relatou em depoimento que, após o encontro, foi informado por Quissi e outros que contra ele havia um mandado de prisão por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Inicialmente, exigiram R$ 600 mil, valor depois reduzido para R$ 300 mil, para que fosse feito um suposto acordo. O assessor disse que foi coagido a realizar o pagamento para evitar exposição e escândalos, mas acabou desconfiando da situação e mudando de advogado.
Posteriormente, ao consultar o Ministério Público, Matheus confirmou não haver intimação oficial para seu depoimento e que a história era provavelmente uma armação. O caso foi encaminhado ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que instaurou inquérito para apurar os fatos. A Justiça decretou a prisão de Quissi e autorizou buscas em seu escritório, mas ele não foi localizado de imediato. O advogado se apresentou durante o período eleitoral e está em liberdade, embora a polícia tenha solicitado uma nova prisão preventiva, devido ao risco de interferência na investigação.
O promotor evidenciou a gravidade do uso indevido de sua identidade e de documentos falsificados para extorquir a vítima. Enquanto isso, a defesa do advogado nega as acusações, afirma colaborar com as autoridades e confia que as perícias e instruções processuais esclarecerão a verdade dos fatos.