Professor encontra cogumelo gigante durante caminhada em mata de São Pedro (SP)
Durante passeio para fotografar aves, professor localiza cogumelo de quase 40 cm, espécie ainda não confirmada.
O professor e fotógrafo de natureza Thiago D’Alkmin encontrou um cogumelo de quase 40 centímetros de altura durante uma caminhada em uma mata próxima à cidade de São Pedro, no interior de São Paulo, em setembro. O registro aconteceu após um período de quatro dias consecutivos de chuva na região.
Thiago estava no local inicialmente para fotografar aves, entre elas a espécie japu, que havia ouvido cantar durante uma visita anterior. Após registrar os ninhos da ave e observar uma iraúna-grande tentando invadi-los, ele decidiu explorar a mata em busca de outras espécies, momento em que avistou o cogumelo destacado pela luz do sol entre as folhas e tronco de uma árvore.
O fungo apresentou uma haste comprida, com uma estrutura semelhante a uma gola abaixo do chapéu, cuja parte inferior possuía coloração clara. O professor comparou imagens na internet e identificou semelhanças com a espécie Macrolepiota capelariae, um fungo descrito em 2022, encontrado na Mata Atlântica e caracterizado por seu grande porte, podendo atingir até 30 centímetros de altura e tendo chapéu de 10 a 15 centímetros de diâmetro com coloração entre marrom-claro e alaranjado.
Especialistas consultados pelo Terra da Gente não confirmaram a espécie do cogumelo apenas com base nas imagens enviadas, destacando que a identificação correta envolve análise detalhada, incluindo aspectos microscópicos, além do ambiente de surgimento. O guia científico “Pieczarka — Cogumelos Comestíveis do Planalto Norte Catarinense” ressalta que a Macrolepiota capelariae ocorre em matas nativas principalmente no final do verão e durante o outono, períodos marcados por alta umidade que favorecem o aparecimento de fungos.
Thiago D’Alkmin atua como instrutor de formação profissional no Senai e é fotógrafo de natureza há mais de 15 anos, tendo experiência principalmente na captura de imagens de aves. Apesar de já estar habituado a ambientes naturais, ele destaca que essa foi a primeira vez que encontrou um cogumelo com tais características, e comentou que a possibilidade de descobrir algo novo é o que torna essas experiências únicas.
O professor alerta que, apesar do interesse e curiosidade, cogumelos encontrados na natureza não devem ser coletados ou consumidos, pois muitas espécies são tóxicas e podem ser confundidas com as que são comestíveis, representando riscos graves à saúde.